quinta-feira, 16 abril, 2026

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Capítulo Zero

Por: Lucas Fanelli*

Olá caros leitores, espero que esteja tudo certo com vocês! Meu nome é Lucas e aqui é o início de uma linda e fantástica jornada com vocês. Quando recebi o convite da Nathalia em ter um espaço no jornal para falarmos de literatura eu fiquei imensamente feliz, tanto por falar sobre algo que sou apaixonado, quanto por ter um espaço e um meio em que esse assunto chegará nos mais diversos lares da cidade.

Nesse espaço vou abordar vários assuntos que estão ligados à literatura, podendo compartilhar essa minha grande paixão com vocês com o intuito principal de fazer quem não é apaixonado a ter esse hobbie como meio de refúgio e de relaxamento.

Normalmente nosso primeiro contato com a literatura é na escola, espaço em que somos obrigados a ler uma determinada lista de autores clássicos e nacionais para o vestibular que pode não ser a melhor porta de entrada para o mundo dos romances.

Quando falamos sobre romance na literatura, estamos nos referindo a livros escritos em prosa que são ficção. Como por exemplo Dom Casmurro de Machado de Assis; a Hora de Estrela de Clarice Lispector; a saga Crepúsculo da Stephenie Meyer; Carrie a estranha do Stephen King; dentre outros vários romances conhecidos pelo mundo.

Os romances podem ser românticos, de drama, de suspense, de terror, investigação policial, dentre outros. E diante de um mundo literário repleto de possibilidades, será mesmo que um adolescente pode se interessar em adquirir o hábito da leitura sendo obrigado a ler Iracema de José de Alencar? Óbvio que os clássicos são importantes, mas será que são a melhor forma de se adquirir o hábito de ler romances?

A literatura tem dois grandes poderes que são indispensáveis para os seres humanos. O primeiro é a prática da imaginação, ler romances nos transportam para outro mundo, vivendo outras vidas, nos obrigam a imaginar cenas, construir cidades, conhecer personagens. É através da nossa capacidade imaginativa que conseguimos pensar nos planos mais mirabolantes para sairmos de uma situação difícil. Se não tivermos capacidade de imaginar possibilidades, como poderíamos resolver aquele problema do nosso serviço que nosso superior nos pede de última hora? Como poderíamos pensar numa saída diante daquela situação que nos trava? Pois bem, esse é o poder da imaginação na vida adulta, pois depois que deixamos de ser criança acabamos por não exercitar mais e com a literatura sua imaginação ficará afiadíssima.

Outro incrível poder da literatura é melhorar nossa capacidade de empatia. Quando lemos livros que falam sobre outras vivências, sobre outras realidades, sobre personagens diferentes de nosso dia a dia, conseguimos entender e nos colocar no lugar do outro, conseguimos melhorar nossa capacidade de empatia e assim melhorar nossa habilidade interpessoal.

Diante de todo o exposto até agora quero fazer minha primeira indicação para exercitarmos nossa imaginação e nossa empatia. Imagina você partir para encontrar sua avó paterna e seu pai que você nunca conheceu como último pedido de sua mãe. Nessa longa jornada até a cidade você descobre que consegue escutar as orações feitas para Santo Antônio e diante disso, surge uma ideia que pode te ajudar e ajudar um amigo que você recém conheceu. Essa é a premissa do livro “A Cabeça do Santo” de Socorro Acioli que conta com esse enredo divertido, leve e um toque de fantasia, além de ser ambientado em nosso querido Nordeste. Por se tratar de um livro curto, é um ótimo livro para iniciar o desbravamento das terras da ficção e ainda se divertir com essa estória saída direto da cabeça de uma brasileira.

*Lucas Fanelli é apaixonado por livros e colaborador de O Defensor.