Por: Rodrigo Panichelli*
Segunda-feira chegou, e com ela mais um capítulo da série que tem mexido com minhas memórias, convicções e, claro, paixões dentro do futebol: Minha Seleção de Todos os Tempos.
Hoje é dia de falar da lateral esquerda. Uma posição que, no Brasil, sempre teve mais que jogadores — teve personagens. Gente que flertou com o improviso, que fez da linha lateral uma avenida para atacar, que sabia o momento certo de prender, soltar, cruzar e encantar.
Se a quarta zaga já foi ocupada pelo elegante Maldini, hoje preciso encontrar o equilíbrio ideal do lado esquerdo do campo. E confesso: não foi fácil.
Passaram pela minha cabeça nomes como Júnior, o “Capacete”, que desfilava no Fla e na Seleção com a mesma classe de quem caminha em casa. Branco, dono de um canhão na Copa de 94. E até Marcelo, de talento absurdo e capacidade de improviso que encanta qualquer um que gosta de futebol bem jogado.
Mas minha escolha, sem medo de errar, vai para Roberto Carlos.
Sim, o lateral de pernas grossas, de arrancadas fulminantes e de chutes que desafiavam a física. Não só pelo gol impossível contra a França, mas pela regularidade, pela força, pelo respeito que impunha no Real Madrid e na Seleção. Um jogador que revolucionou a posição, que empurrou a linha do lateral mais pra frente e obrigou o mundo a rever o papel do camisa 6.
Roberto Carlos representou um futebol que mesclava o físico e o técnico, o instinto e a disciplina. Não era o mais cerebral, mas talvez tenha sido o mais impactante — o mais marcante de todos.
E você? Qual é o seu lateral esquerdo de todos os tempos?
Semana que vem seguimos para o meio de campo. Vai esquentar!



