sexta-feira, 17 abril, 2026

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Artigo: Abril Verde reforça a urgência de combater o sedentarismo

Por: Arthur Micheloni*

Movimentar-se é mais do que uma escolha: é uma necessidade para evitar doenças como a obesidade.

O Brasil, mesmo tendo um clima favorável à prática de atividades ao ar livre, ocupa um lugar preocupante no cenário da saúde. É considerado o país mais sedentário da América Latina, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Durante o mês de abril, ocorre a campanha “Abril Verde”, voltada à promoção da saúde e prevenção de doenças. O recado é direto: é hora de abandonar o sedentarismo e incorporar o movimento à rotina.

O mês também contempla duas datas que reforçam essa mensagem: o Dia Mundial da Atividade Física, celebrado em 6 de abril, e o Dia Mundial da Saúde, em 7 de abril. Ambas destacam a necessidade de incorporar hábitos saudáveis à vida cotidiana, com foco na prevenção e no bem-estar físico e mental.

Sedentarismo

Quando a falta de movimento se torna um risco. De forma simples, considera-se sedentária a pessoa que não atinge o mínimo recomendado de exercícios por semana: 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de intensidade mais elevada. Isso pode ser distribuído em apenas 30 minutos por dia, cinco vezes na semana. Algo viável, mas ainda fora da realidade de muitos brasileiros.

O sedentarismo pode se manifestar de maneiras distintas. Há quem permaneça praticamente inativo durante o dia todo, e também quem tenha alguma movimentação leve, mas sem constância nem propósito definido, como atividades planejadas de exercício físico.

A obesidade como reflexo da inatividade

Entre os efeitos mais evidentes da falta de movimento está o ganho excessivo de peso, que pode desencadear problemas como pressão alta, diabetes tipo 2, complicações cardíacas e até doenças articulares. Além disso, a saúde emocional também sofre com a inércia: quadros de depressão e ansiedade podem surgir ou se intensificar.

O aumento do sedentarismo, aliado a um padrão alimentar pouco saudável (especialmente com o consumo elevado de alimentos ultraprocessados) tem colaborado para o crescimento alarmante dos índices de obesidade no país, como mostram os dados do Ministério da Saúde.

Iniciar uma rotina mais ativa pode ser mais simples do que parece. Caminhar diariamente, trocar o elevador pelas escadas, fazer alongamentos em casa ou se engajar em atividades recreativas com amigos e familiares são atitudes acessíveis e eficazes.

É importante também que governos invistam em infraestrutura urbana que favoreça a prática de exercícios, como ciclovias, praças seguras e calçadas adequadas. Ambientes escolares e corporativos devem incentivar pausas ativas, esportes e campanhas educativas sobre saúde e qualidade de vida.

Adotar um estilo de vida ativo não é responsabilidade de um só indivíduo, mas um esforço que precisa envolver toda a sociedade. O primeiro passo pode ser pequeno, mas é ele que abre caminho para uma longevidade saudável.

*Arthur Micheloni é Fisioterapeuta, Nutricionista e licenciado em Ciências Biológicas. Possui pós-graduação em Osteopatia, Fitoterapia, Ortopedia e Traumatologia, Nutrição no Transtorno do Espectro Autista e Nutrição Esportiva. Atua com abordagem baseada na Medicina Integrativa, unindo ciência e experiência clínica. Contato: drarthur@clinicamicheloni.com