Evento democrático ouviu diferentes setores e destacou a importância da participação social nas políticas públicas
Na última sexta-feira, 18 de julho, Taquaritinga escreveu mais um capítulo importante em sua trajetória de participação democrática. Foi realizada a 6ª Conferência Municipal de Saúde, cujo tema central foi “O papel democrático do SUS na sociedade”. O evento ocorreu na ETEC “Dr. Adail Nunes da Silva”, reunindo profissionais da saúde, gestores públicos, representantes da sociedade civil e usuários do sistema.
Logo às 8h, os participantes foram acolhidos para um dia inteiro de escuta ativa e construção coletiva. A abertura ficou por conta de Edivaldo Trindade, do COSEMS-SP, que conduziu uma palestra enfática sobre o SUS como instrumento de cidadania. Segundo ele, o sistema público não é apenas uma estrutura de atendimento, mas sim um direito social essencial à dignidade humana.
Contudo, a relevância do evento não parou na fala de abertura. Os presentes se dividiram em grupos e aprofundaram os debates em três eixos temáticos:
- Inclusão da população segregada no SUS
- Atenção Primária como base da Rede de Atenção à Saúde
- Organização do financiamento para eficácia no uso dos recursos
Por causa da estrutura bem organizada e da escuta qualificada, surgiram propostas consistentes voltadas ao fortalecimento da saúde pública local. As ideias envolveram desde melhorias na gestão orçamentária até ampliação da cobertura em áreas vulneráveis, sem deixar de lado o compromisso com a equidade e a qualidade de vida.
Em suma, a conferência reafirmou que a efetividade do SUS depende da mobilização da sociedade, pois é por meio da participação que se constroem políticas realmente transformadoras. A gestão municipal esteve presente durante todo o evento, ouvindo sugestões e reforçando seu comprometimento com uma saúde acessível e humanizada.
Além disso, a inclusão foi mais que um tema; foi uma prática presente em cada discussão. Diversas vozes puderam se expressar, incluindo usuários do sistema, que compartilharam experiências e apontaram necessidades concretas.
É por isso que eventos como este precisam ser fortalecidos. Eles funcionam como pontes entre o cidadão e as decisões que moldam os serviços públicos. A saúde, como bem coletivo, requer diálogo constante, investimento inteligente e, principalmente, escuta qualificada da base.
A ação não termina com o evento. As propostas colhidas agora seguem para análise e consolidação, devendo influenciar o plano de saúde municipal e os próximos ciclos de gestão.
A Câmara Municipal, a Secretaria de Saúde e os conselhos locais têm papel crucial na continuidade desse processo, pois são canais permanentes de representação e cobrança.
A 6ª Conferência Municipal de Saúde de Taquaritinga mostrou que quando a comunidade se reúne para pensar o SUS, o sistema ganha força, legitimidade e foco.





