Mês de conscientização busca quebrar o estigma sobre a doença, que tem cura e tratamento gratuito pelo SUS; saiba como identificar os primeiros sintomas
Com a chegada do novo ano, a área da saúde volta seus olhos para uma causa histórica e necessária: o Janeiro Roxo. A campanha nacional tem como objetivo principal conscientizar a população sobre a hanseníase, uma doença milenar que, apesar de ser curável, ainda é cercada de preconceitos e desinformação. No Brasil, o movimento é reforçado para lembrar que o diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para evitar sequelas graves.
O que é a Hanseníase?
A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar perda de sensibilidade e força muscular. Antigamente conhecida por nomes que carregavam forte estigma, hoje a medicina trata a enfermidade com total eficácia e segurança.
É importante destacar que a transmissão ocorre pelas vias aéreas (fala, tosse ou espirro) após um contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que não esteja em tratamento. Contudo, logo após a primeira dose da medicação, o paciente deixa de transmitir a doença, o que reforça que não há motivo para isolamento ou exclusão social.
Sinais e sintomas para ficar atento
A identificação dos sintomas iniciais é crucial para o sucesso do tratamento. A Secretaria de Saúde de Taquaritinga e órgãos regionais orientam a população a procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) caso notem:
- Manchas na pele: Podem ser esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas;
- Perda de sensibilidade: Áreas da pele que não sentem calor, frio, dor ou o toque;
- Formigamento e dormência: Sensações anormais nas mãos ou nos pés;
- Diminuição da força: Dificuldade para segurar objetos ou fraqueza muscular.
Tratamento gratuito e a importância da cura
Uma das mensagens fundamentais do Janeiro Roxo é que a hanseníase tem cura. O tratamento, chamado de Poliquimioterapia (PQT), é oferecido de forma inteiramente gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele consiste no uso de antibióticos por via oral, com duração que varia de seis meses a um ano, dependendo da forma da doença.
Além da medicação, o acompanhamento médico ajuda a prevenir incapacidades físicas. Portanto, ao perceber qualquer alteração na pele ou perda de sensibilidade, o morador de Taquaritinga deve buscar a unidade de saúde mais próxima. O sigilo e o cuidado profissional são garantidos, visando sempre o bem-estar e a plena recuperação do paciente.
Neste Janeiro Roxo, o Jornal O Defensor reforça: o preconceito tem cura, a hanseníase também. Compartilhe informação e ajude a salvar vidas.



