domingo, 31 maio, 2026

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Em Taquaritinga: Cirurgião realiza procedimento inédito em criança vítima de queimaduras graves

Técnica de enxerto com plaquetas pode revolucionar o tratamento de queimaduras e acelerar a recuperação de pacientes

Um procedimento inédito realizado na Santa Casa de Taquaritinga, pode representar um importante avanço na medicina de recuperação de queimaduras. O cirurgião bucomaxilofacial Dr. Sérgio Longhitano Júnior aplicou uma técnica inovadora em um menino de 6 anos, que sofreu queimaduras graves no rosto, couro cabeludo e membros superiores após um acidente doméstico.

O caso ocorreu na última sexta-feira, quando a criança manuseou um recipiente com acetona e uma caixa de fósforos, provocando uma explosão que espalhou fogo por várias partes de seu corpo. O garoto sofreu queimaduras de natureza grave, especialmente no rosto e nas mãos, e foi internado no hospital local enquanto aguardava vaga em uma unidade especializada em queimados.

Sensibilizado com a gravidade do quadro e com o risco de necrose, infecção e comprometimento da cicatrização, o Dr. Sérgio Longhitano decidiu empregar um método avançado e pouco utilizado em casos de queimaduras: o PRF (Plasma Rico em Fibrina), também conhecido como enxerto autógeno.

O procedimento consiste em utilizar o próprio sangue do paciente. O material é coletado e centrifugado para separar o plasma e os leucócitos, formando uma membrana biológica rica em fatores de crescimento e regeneração celular. Essa membrana é então aplicada diretamente sobre as áreas lesionadas, promovendo reconstrução tecidual e acelerando a cicatrização.

O resultado surpreendeu a equipe médica. Segundo o cirurgião, a recuperação tem sido rápida e satisfatória, inclusive do ponto de vista estético, fator importante em casos de queimaduras faciais. A Dra. Franciele Longhitano também participou da cirurgia, que foi considerada um sucesso técnico e clínico.

A criança permanece internada e deverá continuar em observação por cerca de dez dias, apresentando evolução positiva. O uso do PRF em queimaduras, embora comum em procedimentos odontológicos e em pacientes diabéticos, é considerado inovador quando aplicado em reconstruções faciais complexas.

Para o Dr. Longhitano, o caso abre caminho para novas abordagens terapêuticas que podem beneficiar vítimas de queimaduras graves, especialmente em locais com limitações de acesso a centros especializados. “É um avanço que pode mudar o modo como tratamos lesões extensas, proporcionando mais qualidade de vida e recuperação funcional aos pacientes”, destacou o cirurgião.

A experiência bem-sucedida no hospital taquaritinguense reforça o potencial da medicina regenerativa e coloca o município em destaque no cenário médico, demonstrando que inovação e sensibilidade clínica podem caminhar juntas na busca por tratamentos mais eficazes e humanizados.