Neste domingo, 5 de julho, o Rotary Club de Taquaritinga realiza mais uma edição de sua tradicional feijoada beneficente. Para muitos, será um excelente almoço de domingo. Para mim, que faço parte desta instituição desde que nasci e sou associado há mais de 13 anos, o evento representa algo muito maior: uma oportunidade de transformar solidariedade em ação.
Costumo dizer que o Rotary é uma escola de cidadania. Cresci acompanhando seus projetos, vendo meus pais dedicarem tempo ao voluntariado e aprendendo, desde pequeno, que servir ao próximo é um dos maiores privilégios que podemos ter. Hoje, tenho a alegria de continuar essa história ao lado de tantos companheiros que compartilham do mesmo propósito.
A feijoada já faz parte do calendário de Taquaritinga. É um momento de confraternização, de reencontrar amigos, reunir famílias e fortalecer os laços da comunidade. Mas quem participa também contribui diretamente para que diversos projetos sociais continuem acontecendo durante todo o ano.
Entre eles, existe um que considero um verdadeiro patrimônio da nossa cidade: o Banco de Cadeiras de Rodas do Rotary Club de Taquaritinga.
Poucas pessoas conhecem a dimensão desse trabalho. Atualmente, mais de 1.200 equipamentos, entre cadeiras de rodas, cadeiras de banho, andadores e muletas, estão disponíveis para empréstimo gratuito à população por meio de comodato. São equipamentos que fazem a diferença na recuperação de quem passou por uma cirurgia, sofreu um acidente ou enfrenta alguma limitação temporária ou permanente.
É um projeto silencioso. Não costuma ocupar manchetes todos os dias, mas está presente justamente quando as pessoas mais precisam. Muitas famílias só descobrem sua importância no momento da dificuldade, quando encontram no Rotary uma porta aberta e uma resposta rápida para um problema urgente.
Esse talvez seja o maior legado da instituição: trabalhar sem esperar reconhecimento. Fazer o bem porque ele precisa ser feito.
Ao longo dos anos, testemunhei inúmeras histórias de pessoas que recuperaram parte da sua autonomia graças a um equipamento emprestado pelo clube. São histórias que raramente aparecem nas redes sociais, mas que revelam o verdadeiro sentido do voluntariado.
A renda obtida com eventos como a feijoada ajuda justamente a manter projetos dessa natureza. É por isso que participar vai muito além de saborear um bom prato. É investir em ações que retornam diretamente para a própria comunidade.
Vivemos tempos em que muitas pessoas perguntam o que podem fazer para melhorar a cidade. A resposta, muitas vezes, está em iniciativas simples como essa. Apoiar entidades sérias, participar de eventos beneficentes e fortalecer organizações que há décadas prestam serviços relevantes é uma forma concreta de exercer cidadania.
Neste domingo, das 11h30 às 14h, a sede do Rotary Club de Taquaritinga estará de portas abertas para receber a população. Tenho certeza de que será mais uma edição marcada pela boa gastronomia, pelo reencontro entre amigos e, principalmente, pelo espírito de solidariedade.
Porque, no fim das contas, o ingrediente mais importante dessa feijoada nunca foi o feijão, a carne ou a couve. Sempre foi a disposição de cada pessoa em contribuir para que alguém tenha uma vida melhor.
E esse é um sabor que permanece muito tempo depois que o almoço termina.



