sábado, 4 julho, 2026

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Pensando Alto (e escrevendo também) – Aquele em que a Nadia descobre o que quer

Por: Nadia Araujo*

Você conhece alguém que é genuinamente bom no que faz? Falo daquela pessoa em quem você confia de olhos fechados, por quem coloca a mão no fogo e até “pula na bala”. Aquela que você indica para todo mundo, faz propaganda gratuita e que está na sua vida há anos porque o serviço dela é, simplesmente, impecável.

Eu conheço algumas pessoas assim. E, recentemente, passei por uma situação que me fez parar para pensar.

Eu tinha horário marcado na manicure e, por conta de um erro do GPS (e um pouco de azar), cheguei com nada menos que quarenta minutos de atraso. Já entrei no salão pedindo desculpas, pronta para ouvir que teria que remarcar. Mas ela, com uma calma invejável, apenas disse: “Não precisa, Nadia. Dá tempo”.

E deu tempo. Mais do que isso: ela entregou o mesmo resultado e a mesma qualidade de sempre. Sabe por quê? Porque ela é absurdamente boa no que faz. E não é porque ela nasceu com um “dom” místico, mas porque ela treinou, se dedicou, estudou e repetiu o processo exaustivamente até dominar cada detalhe.

Foi ali, olhando para as minhas mãos, que eu descobri algo que sempre esteve guardado, mas que eu nunca tinha conseguido verbalizar: é isso que eu quero. Eu quero ser uma referência. Quero que as pessoas lembrem de mim pela excelência, quero que o meu nome chegue aos lugares antes mesmo de eu entrar na sala.

Eu quero ser boa. Tão boa quanto as pessoas que eu admiro.

Já contei para vocês que estou nesse caminho, e admitir isso em voz alta, ou melhor em texto, é o primeiro passo. Espero, em breve, poder compartilhar com vocês não apenas o desejo, mas a certeza de que cheguei lá.

*Nadia Araujo é colabora d’O Defensor.