Júri realizado no Fórum local concluiu julgamento de caso que chocou a cidade e região em 2023
Foi condenado a 27 anos e dois meses de prisão o réu de 28 anos, acusado de assassinar a jovem Emily Colen Dutra, de 17 anos, em um crime ocorrido no dia 9 de julho de 2023, em Taquaritinga (SP). O julgamento, um dos mais aguardados dos últimos anos na cidade, aconteceu na última quarta-feira (15), no Fórum local, e foi presidido pelo juiz Dr. Alexandre Francisco Santos.
O promotor de Justiça Dr. Hermes Duarte Morais representou o Ministério Público, enquanto a defesa do réu foi conduzida pelos advogados Dr. Carlos Alberto Telles e Dra. Geisa Crippa. A sessão teve início às 9h e foi aberta ao público, com grande interesse popular. Devido à alta procura, especialmente entre estudantes de Direito e familiares da vítima, a Primeira Vara Criminal adotou um esquema especial de distribuição de senhas para o acesso ao plenário do júri.
Relembre o caso
Na madrugada de 9 de julho de 2023, Emily Colen Dutra, de 17 anos, foi morta com uma facada no pescoço após tentar defender sua irmã de uma agressão do namorado, o próprio acusado. O crime aconteceu na saída de uma casa noturna no bairro Talavasso, em Taquaritinga.
De acordo com o boletim de ocorrência, o réu e sua namorada tiveram uma discussão dentro do estabelecimento. Em seguida, ele se dirigiu ao carro, e as irmãs foram até o local para pegar seus pertences. O indivíduo tentou convencer a namorada a ir embora com ele, mas, diante da recusa, desferiu uma facada no braço da jovem. Emily, ao tentar intervir, acabou sendo atingida fatalmente no pescoço.
A adolescente chegou a ser socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos. Ela completaria 18 anos três dias após o crime. Após o assassinato, o réu fugiu levando a namorada, que foi mantida em cárcere privado por algumas horas antes de ser liberada.
O homem permaneceu foragido por cinco dias e foi preso em São José do Rio Preto, em 14 de julho, após seu veículo ser encontrado abandonado no Jardim Lopes Moreno, em Taquaritinga.
O caso teve grande repercussão e gerou comoção popular em toda a região. Amigos, familiares e moradores da cidade prestaram homenagens à vítima nas redes sociais e em atos públicos. O corpo de Emily foi velado no velório municipal e sepultado sob forte emoção no cemitério local.
Com o veredito, o caso é considerado encerrado na esfera judicial de primeira instância, embora a defesa ainda possa recorrer da decisão. Para a comunidade taquaritinguense, o julgamento representa o encerramento de um capítulo doloroso, marcado pela violência e pela luta por justiça em nome da jovem que teve a vida interrompida de forma trágica.



