Por: Igor Sant’Anna*
A justiça não pode ser um chicote nas mãos da política, pois não existe democracia quando a justiça é politizada.
Vivemos tempos em que as palavras “democracia” e “justiça” são repetidas com frequência, mas muitas vezes esvaziadas de seu verdadeiro significado. Uma democracia só pode existir de fato quando há equilíbrio entre os poderes e quando a Justiça permanece imparcial, livre de paixões partidárias e interesses ideológicos.
Quando a Justiça se torna politizada, ela deixa de ser um pilar da democracia e se transforma em um instrumento de perseguição. Nesse cenário, não há espaço para a liberdade de expressão, para o contraditório ou para o devido processo legal. O que deveria proteger o povo se torna uma arma contra ele.
Como cristão, creio que a verdadeira Justiça tem origem no caráter de Deus. O Senhor é justo em todos os seus caminhos (Salmo 145:17), e é Dele que devemos extrair os valores que sustentam uma sociedade livre, responsável e equilibrada. A Justiça deve ser cega às cores partidárias, mas sensível ao clamor da verdade.
A politização do Judiciário enfraquece a democracia e corrói a confiança do povo nas instituições. Precisamos de uma Justiça firme, imparcial e comprometida com os princípios eternos, e não com os desejos passageiros dos poderosos. Onde a Justiça serve à política, reina a injustiça. Onde a Justiça teme a Deus, floresce a liberdade.



