Iniciativa nacional mobiliza especialistas, ONGs e tutores em defesa da segurança pública e do bem-estar animal por meio do uso consciente de guia e coleira
A campanha #CãoSemGuiaNão ganhou destaque nacional ao chamar a atenção para uma prática comum, mas extremamente perigosa: passear com cães soltos em vias públicas. A iniciativa reúne ONGs de proteção animal, profissionais da área veterinária e especialistas em comportamento canino, com um objetivo claro — informar, conscientizar e transformar hábitos que colocam vidas em risco.
A legislação brasileira é clara: deixar animais desacompanhados ou sem controle em espaços públicos é crime. O artigo 31 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais) considera ilegal manter animais sem vigilância em ambientes públicos. Além disso, diversos estados e municípios, como São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná, têm regulamentações específicas que exigem o uso de coleira, guia e até focinheira, especialmente em raças de grande porte ou comportamento potencialmente agressivo.
Apesar disso, muitos tutores ainda ignoram as implicações dessa atitude. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 51 mortes por ataques ou mordidas de cães em 2023 — um crescimento alarmante de 27% em relação a 2022. As estatísticas revelam que o risco não é teórico. Ele é real, concreto e, muitas vezes, trágico.
Além dos acidentes, outro aspecto crítico envolve a responsabilidade civil e criminal do tutor. Em caso de ataque a pessoas ou a outros animais, a omissão pode gerar multas, processos e até detenção. O simples ato de utilizar guia e coleira elimina grande parte dessas possibilidades.
A campanha também aposta na mobilização digital. Tutores de todo o Brasil são convidados a compartilhar nas redes sociais fotos de seus pets utilizando guia e coleira, marcando a hashtag #CãoSemGuiaNão. A proposta é transformar um alerta em uma rede de boas práticas, reforçando a responsabilidade e o cuidado consciente.
A expectativa dos organizadores é ampliar o alcance da campanha nos próximos meses, com ações educativas em escolas, feiras de adoção, clínicas veterinárias e espaços públicos. O movimento já conta com o apoio de várias prefeituras e instituições protetoras dos direitos dos animais.
O recado é claro e direto: passeio seguro é passeio com guia. Evite acidentes, multas e tragédias. A segurança começa com um simples gesto.



