terça-feira, 16 junho, 2026

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Empreendedorismo: Organização e primeiros clientes são apontados como base para o crescimento dos pequenos e médios negócios

Marco Vinholi destaca que a maioria dos negócios brasileiros começa com recursos próprios e reforça a importância da gestão antes da expansão

A maioria dos pequenos negócios no Brasil não surge a partir de grandes investimentos, fundos ou aportes de investidores. Na prática, muitos empreendimentos começam pela necessidade, pela identificação de uma oportunidade e pela iniciativa de pessoas que decidem transformar uma ideia em fonte de renda. Essa realidade foi destacada pelo empresário e gestor público Marco Vinholi, em uma nova abordagem do projeto “Chave do Negócio”, voltado ao compartilhamento de informações sobre empreendedorismo.

Segundo Vinholi, antes de buscar crescimento acelerado ou recursos externos, o empreendedor precisa construir uma base sólida para o negócio. Organização, planejamento e controle financeiro aparecem como fatores determinantes para a sobrevivência de uma empresa nos primeiros anos de atividade.

A maioria dos negócios do Brasil não nasce com investimento externo. Nasce da necessidade, da oportunidade e da iniciativa de quem decide fazer”, afirmou Vinholi ao comentar os desafios enfrentados por empreendedores que iniciam uma jornada empresarial sem apoio de grandes estruturas.

De acordo com a análise apresentada, o primeiro capital de muitos negócios não é financeiro, mas sim o próprio trabalho do empreendedor. O esforço diário, a dedicação e a capacidade de conquistar os primeiros clientes costumam ser os principais recursos disponíveis no início da trajetória.

Para Vinholi, um dos pontos centrais é compreender que o crescimento sustentável ocorre por etapas. Antes da expansão, vem a organização. Antes do investimento, vem a venda. Antes da busca por novos recursos, vem a validação do negócio.

O especialista destaca que muitos empreendedores cometem o erro de buscar capital em uma fase em que ainda não possuem processos estruturados ou um modelo de negócio consolidado. Nesse cenário, o dinheiro pode não resolver problemas relacionados à falta de gestão, planejamento ou conhecimento sobre o próprio mercado.

“A formalização, o controle financeiro e a rotina de trabalho são mais importantes do que capital externo”, explicou Vinholi, ressaltando que a disciplina na administração pode ser um diferencial para pequenos negócios que desejam crescer.

O empreendedorismo baseado em recursos próprios faz parte da realidade de milhões de brasileiros que iniciam atividades em diferentes setores da economia. Assim, começar pequeno não significa ausência de ambição, mas pode representar uma estratégia mais segura para construir uma empresa com fundamentos consistentes.

Com foco em caixa, clientes e eficiência, os empreendedores conseguem avaliar melhor suas oportunidades e tomar decisões mais conscientes sobre investimentos futuros. Para Vinholi, o crescimento deve ser encarado como consequência de um processo bem estruturado e não como o ponto inicial de uma empresa.

Começar pequeno com disciplina e foco em caixa é uma estratégia concreta. O crescimento vem como consequência, não como ponto de partida”, concluiu.