quinta-feira, 21 maio, 2026

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Quando o “negócio da China” sai caro: As pegadinhas nos valores de seminovos

Promessas tentadoras e riscos escondidos

Comprar um carro seminovo sempre foi uma alternativa atraente para quem busca economia e praticidade. Em tempos de alta nos preços dos zero-quilômetro, o segmento ganhou ainda mais força. No entanto, o que deveria ser uma oportunidade inteligente tem se tornado, para muitos consumidores, um verdadeiro campo minado de armadilhas comerciais.

Plataformas online e concessionárias exibem anúncios com slogans sedutores — “oferta imperdível”, “abaixo da tabela Fipe”, “últimas unidades”. Mas, quando o cliente chega para fechar negócio, descobre que o valor não é exatamente o mesmo que viu no anúncio. As “pegadinhas” nos preços dos seminovos se multiplicaram nos últimos anos, e o comprador desatento pode acabar pagando caro por um carro que parecia uma pechincha.

Mercado aquecido e preços distorcidos

De acordo com dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), o setor de usados e seminovos movimenta mais de 12 milhões de unidades por ano no Brasil. Mesmo com a retomada da produção das montadoras, o preço médio dos carros usados permanece 20% acima do patamar pré-pandemia, reflexo da alta dos custos de reposição e da forte demanda.

Esse desequilíbrio abriu espaço para práticas questionáveis. Anúncios enganosos, taxas embutidas e financiamentos disfarçados são apenas alguns dos problemas enfrentados por quem tenta comprar um veículo usado com segurança. Em muitos casos, o consumidor se vê diante de valores mascarados por taxas de transferência, garantia estendida e serviços adicionais, todos cobrados à parte — e nem sempre de forma transparente.

Taxas, juros e o mito do “sem entrada”

Um dos artifícios mais comuns no mercado é o chamado “preço isca”. O veículo é anunciado com valor muito abaixo da média, mas, ao chegar à loja, o cliente é informado de que “o carro já foi vendido” — sendo então conduzido a modelos mais caros. A prática é condenada pelo Código de Defesa do Consumidor, mas ainda é amplamente utilizada.

Outra tática recorrente está nos financiamentos “sem entrada”. Embora pareçam vantajosos, eles escondem juros elevados que podem aumentar o custo final do veículo em até 30%, segundo levantamento da Kelley Blue Book Brasil. Além disso, o consumidor acaba preso a parcelas longas, que muitas vezes ultrapassam o tempo de vida útil do próprio carro financiado.

Há ainda o problema das taxas invisíveis — cobranças adicionais de despachante, vistoria, transferência ou “serviços administrativos” que elevam o preço final sem aviso prévio. Em alguns casos, o carro anunciado por R$ 70 mil acaba custando R$ 75 mil ou mais no fechamento da compra.

Desinformação e golpes digitais

Com a expansão das plataformas digitais, outro risco crescente é o dos anúncios falsos ou inflacionados. Muitos golpistas criam perfis falsos em sites de compra e venda, oferecendo carros com preços muito abaixo da média do mercado. Quando o comprador demonstra interesse, é induzido a fazer pagamentos antecipados ou depósitos de “reserva”, e acaba sendo vítima de fraude.

De acordo com levantamento da Serasa Experian, os casos de golpes envolvendo veículos aumentaram 18% em 2024, especialmente em anúncios online. Em outra ponta, há vendedores que anunciam seus carros com valores artificialmente altos, na tentativa de forçar a valorização do modelo e manipular a média do mercado local.

Como se proteger das armadilhas

Para não cair em ciladas, especialistas recomendam atenção redobrada em três pontos principais:

  1. Verifique a procedência do veículo. Consulte histórico de sinistros, leilões e restrições financeiras em plataformas oficiais.
  2. Compare o preço com a tabela Fipe e com anúncios semelhantes. Se o valor estiver muito abaixo da média, desconfie.
  3. Leia o contrato antes de assinar. Certifique-se de que o preço final corresponde ao anunciado e que não há cobranças extras não autorizadas.

Além disso, o consumidor deve exigir nota fiscal, recibo de pagamento e garantia por escrito. Em caso de irregularidades, a denúncia pode ser feita ao Procon ou ao Ministério Público Estadual, ambos responsáveis por fiscalizar práticas abusivas no setor automotivo.

Transparência e confiança fazem a diferença

Em um mercado cada vez mais competitivo e digital, a transparência se tornou o verdadeiro diferencial. Revendas que prezam pela honestidade, clareza e procedência dos veículos ganham espaço e fidelizam clientes.

A I9 Multimarcas é exemplo disso. Com uma política de venda justa e sem surpresas, cada veículo passa por rigoroso processo de avaliação mecânica e documental, garantindo que o cliente saiba exatamente o que está comprando. Nada de taxas escondidas, valores maquiados ou anúncios duvidosos — apenas carros revisados, com procedência e preço real.

Em um cenário cheio de “ofertas milagrosas”, a confiança é o combustível que move bons negócios.

Porque na I9 Multimarcas, você não cai em pegadinha.
I9 Multimarcas — qualidade que gera economia.
Localizada na Avenida Vicente José Parise, 1643

Foto: Adobe Stock