Levantamento atualizado aponta crescimento das confirmações entre março e abril; população é orientada a intensificar combate ao Aedes aegypti
A Prefeitura de Taquaritinga, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e das equipes do DEMCOVE, divulgou nesta semana a atualização oficial dos casos de dengue registrados no município ao longo de 2026. O relatório, atualizado em 15 de maio, aponta um crescimento gradual das confirmações da doença nos primeiros meses do ano, com maior incidência registrada em abril.
De acordo com os dados apresentados, janeiro terminou com 2 casos confirmados e 35 descartados. Em fevereiro, o número de confirmações subiu para 3, enquanto 43 notificações foram descartadas. Já em março, o município contabilizou 10 casos positivos e 60 descartados, demonstrando avanço significativo na circulação do vírus.

O pico de confirmações ocorreu em abril, período em que Taquaritinga registrou 14 casos positivos e 65 descartados. Em maio, até a última atualização divulgada pela Secretaria de Saúde, foram confirmados 6 casos, além de 13 descartados e outros 10 suspeitos que seguem em investigação.
O relatório epidemiológico também detalha a distribuição territorial dos registros confirmados ao longo do ano. A região central aparece com o maior número de ocorrências, seguida por bairros e distritos como Jardim Contendas, Jardim São Sebastião, Rosa Bedran, Santa Cruz, Talavasso, Vila Negri, Jardim Santo Antônio e áreas da zona rural.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apesar de os números ainda serem considerados controlados em comparação com municípios que enfrentam epidemias mais severas, o cenário exige atenção constante da população e das equipes de vigilância. O município mantém ações preventivas permanentes, incluindo visitas domiciliares, orientação aos moradores e fiscalização de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus.
Além disso, as autoridades de saúde reforçam que a colaboração da população continua sendo fundamental para evitar a proliferação do mosquito. Entre as principais recomendações estão a eliminação de recipientes com água parada, limpeza periódica de quintais, caixas d’água, ralos e calhas, além da destinação correta de materiais que possam acumular água da chuva.
Outro ponto destacado pelas equipes do DEMCOVE é a necessidade de permitir o acesso dos agentes de controle de vetores aos imóveis durante as vistorias. O trabalho de prevenção depende diretamente da identificação rápida de focos do mosquito e da conscientização coletiva.
Enquanto isso, o município segue monitorando os casos suspeitos e ampliando ações educativas em escolas, bairros e unidades de saúde. A expectativa é reduzir os índices da doença nos próximos meses e evitar uma escalada de casos durante períodos de maior incidência climática favorável ao mosquito.



