Levantamento do Departamento Municipal de Controle de Vetores aponta aumento nas notificações entre janeiro e março, mas sem registro de óbitos
O Departamento Municipal de Controle de Vetores (DEMCOVE) divulgou o mais recente boletim de acompanhamento dos casos de dengue em Taquaritinga, referente ao período de 1º de janeiro a 9 de março de 2026. Os dados indicam que o município contabiliza, até o momento, seis casos positivos da doença, além de 99 notificações registradas ao longo dos três primeiros meses do ano.
De acordo com o levantamento, o mês de janeiro apresentou 37 notificações, das quais dois casos foram confirmados como positivos para dengue e 35 tiveram resultado negativo. Já em fevereiro, o número de notificações subiu para 46 registros, com três confirmações da doença e 43 exames descartados após análise laboratorial.

No mês de março, considerando os dados atualizados até o dia 9, foram contabilizadas 16 notificações, com um caso positivo confirmado, oito resultados negativos e sete exames ainda aguardando resultado. Importante destacar que, conforme o boletim divulgado pelo DEMCOVE, não houve registro de óbitos relacionados à dengue no município em 2026 até o momento.
Somando os três meses, o município registra 99 notificações da doença, sendo seis casos positivos confirmados, 86 descartados após exames e sete ainda em investigação. O acompanhamento é realizado por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ferramenta utilizada pelo sistema público de saúde para monitorar doenças de notificação compulsória.
A divulgação periódica desses dados integra a estratégia de vigilância epidemiológica, que busca acompanhar a evolução da doença e orientar ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, além de outras enfermidades como zika e chikungunya.
Segundo especialistas em saúde pública, o período entre o verão e o início do outono costuma apresentar condições climáticas favoráveis à proliferação do mosquito, principalmente em locais onde há acúmulo de água parada. Nesse contexto, a atuação conjunta entre poder público e população é considerada essencial para reduzir os focos de reprodução do vetor.
A campanha municipal também reforça a importância de medidas simples de prevenção, como eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas d’água devidamente fechadas, limpar calhas e ralos e evitar o armazenamento inadequado de objetos em áreas externas das residências.
Além das ações de fiscalização e controle realizadas pelas equipes de saúde, o município tem divulgado campanhas educativas com o lema “10 minutos contra o Aedes”, incentivando moradores a dedicarem alguns minutos por semana para vistoriar seus imóveis e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Assim, o monitoramento contínuo dos casos e a mobilização da comunidade permanecem como medidas fundamentais para evitar a ampliação da doença no município ao longo do ano.



