sábado, 3 outubro, 2026
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Clikando – Eleições 2026: Taquaritinga precisa conhecer o trabalho de quem pretende representá-la

Na hora de escolher deputados estaduais e federais, considero fundamental conhecer o histórico dos candidatos, verificar os recursos destinados ao município e avaliar os compromissos assumidos com nossa população

Neste domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para exercer um dos direitos mais importantes da democracia: escolher seus representantes. E, como jornalista e cidadão de Taquaritinga, acredito que esse momento merece uma reflexão especial sobre a relação entre os candidatos e as necessidades da nossa cidade.

Durante os períodos eleitorais, somos apresentados a inúmeros nomes. Alguns já possuem uma trajetória conhecida na vida pública, enquanto outros aparecem com maior intensidade nas redes sociais, em propagandas e em visitas aos municípios. Essa diversidade faz parte do processo democrático, mas também exige atenção dos eleitores.

Tenho uma convicção: a escolha de um representante deve ser acompanhada de informação, pesquisa e conhecimento sobre sua atuação pública.

Taquaritinga enfrenta dificuldades financeiras que se acumulam há anos. Nossa cidade possui demandas importantes nas áreas da saúde, educação, infraestrutura e assistência social. Além disso, contamos com entidades que realizam trabalhos essenciais e que frequentemente dependem de parcerias e recursos para manter seus atendimentos.

Nesse cenário, considero relevante conhecer a atuação dos parlamentares que mantêm relações institucionais com o município, independentemente de suas posições partidárias.

Nomes como Baleia Rossi, Jorge Caruso, Léo Oliveira e Itamar Borges fazem parte do debate político regional e podem ter suas trajetórias, iniciativas e eventuais contribuições examinadas pelos eleitores. O importante é que essa análise esteja baseada em registros verificáveis, e não apenas em declarações de campanha.

É necessário distinguir, por exemplo, um recurso anunciado de uma emenda efetivamente empenhada, paga e aplicada. São etapas diferentes, e conhecer essa diferença permite compreender melhor os resultados apresentados à população.

Outro cuidado necessário é não reduzir a avaliação de um candidato à quantidade de recursos que afirma ter destinado a uma cidade. A atividade parlamentar também envolve elaborar leis, fiscalizar governos, participar de comissões, discutir o orçamento público e representar interesses diversos da população.

Da mesma forma, a presença nas redes sociais não deve ser confundida automaticamente com ausência de trabalho. A comunicação digital pode aproximar representantes e cidadãos, mas as informações divulgadas precisam ser confrontadas com documentos, registros de atuação e resultados concretos.

Felizmente, existem instrumentos públicos para essa verificação. O Portal da Transparência permite consultar emendas parlamentares, beneficiários, valores e etapas da execução dos recursos.

Essas informações ajudam a tornar o debate mais objetivo.

Neste domingo, cada eleitor terá a oportunidade de exercer sua escolha de maneira livre e consciente. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral, a votação ocorrerá das 8h às 17h, seguindo a sequência de deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.

Como jornalista, continuarei defendendo que Taquaritinga precisa conhecer seus representantes, acompanhar suas decisões e cobrar transparência, tanto durante as campanhas quanto depois das eleições.

Afinal, a responsabilidade democrática não termina quando apertamos a tecla confirma. Ela continua no acompanhamento dos mandatos, na fiscalização dos recursos públicos e na participação da sociedade nas decisões que afetam nosso futuro.

Taquaritinga precisa estar presente no debate político durante os quatro anos de cada mandato, e não apenas nos períodos eleitorais.

*Gabriel Bagliotti é jornalista responsável e diretor presidente de O Defensor.