segunda-feira, 1 junho, 2026

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Coluna Clikando – Entre exemplos e lutas

O verdadeiro significado do Dia Internacional da Mulher

Por: Gabriel Bagliotti*

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo, 8 de março, é sempre um momento que me leva à reflexão. Mais do que uma data simbólica no calendário, trata-se de uma oportunidade de reconhecer a importância das mulheres na construção da sociedade e, ao mesmo tempo, lembrar das lutas históricas por igualdade, respeito e dignidade.

Ao longo dos anos, essa data foi muitas vezes reduzida a flores, homenagens superficiais e mensagens prontas. No entanto, a essência do 8 de março vai muito além disso. A data nasceu de movimentos sociais e reivindicações por direitos básicos, condições de trabalho justas e reconhecimento do papel feminino em um mundo que, durante muito tempo, insistiu em limitar suas oportunidades.

Quando penso sobre essa data, inevitavelmente volto meus pensamentos para duas mulheres que fazem parte da minha vida e que representam, cada uma à sua maneira, exemplos de força, dedicação e amor.

A primeira delas é minha esposa, Nathalia. Ao longo dos últimos anos tenho acompanhado de perto seu crescimento profissional e sua dedicação na condução do jornal O Defensor. Não é uma tarefa simples estar à frente de um veículo de comunicação, ainda mais em tempos em que o jornalismo enfrenta tantos desafios, desde a velocidade da informação até a responsabilidade de manter a credibilidade diante do público.

Ver Nathalia se desenvolver a cada dia na direção do jornal é algo que me enche de orgulho. É resultado de trabalho sério, comprometimento e de uma visão que entende a comunicação como um instrumento de informação e serviço à comunidade. O jornalismo exige coragem, sensibilidade e responsabilidade, e ela tem demonstrado essas qualidades diariamente.

Mas se hoje posso reconhecer a importância das mulheres na minha trajetória, muito disso também se deve à base que recebi dentro de casa. E é impossível falar sobre isso sem lembrar da minha mãe, Adriana. Mesmo com o passar dos anos, ela continua exercendo um papel fundamental na minha vida, oferecendo conselhos, apoio e aquele cuidado que só o amor materno é capaz de proporcionar.

As mães têm essa capacidade quase silenciosa de orientar caminhos, de mostrar direções e de oferecer segurança mesmo quando o mundo parece confuso. A presença da minha mãe sempre foi um porto seguro, alguém que acompanha cada passo com atenção e carinho.

Por isso, quando chega o Dia Internacional da Mulher, eu prefiro olhar para além das homenagens protocolares. Prefiro reconhecer as histórias reais, as batalhas cotidianas e a força que tantas mulheres demonstram todos os dias, seja dentro de casa, no trabalho ou na vida pública.

Celebrar o 8 de março é também reconhecer que ainda existem desafios importantes pela frente. A luta por igualdade de oportunidades, respeito e valorização continua sendo uma pauta necessária em nossa sociedade.

Ao mesmo tempo, é uma data que me faz agradecer pelas mulheres que caminham ao meu lado. Mulheres que ensinam, orientam, trabalham, cuidam e constroem diariamente histórias de dedicação e coragem.

Neste dia, portanto, minha homenagem é simples, mas profundamente sincera. À minha esposa Nathalia, pela força e pela determinação com que conduz seus projetos e desafios. E à minha mãe Adriana, pelo amor, pelos conselhos e por continuar sendo uma presença essencial na minha vida.

Mais do que uma data comemorativa, o Dia Internacional da Mulher é um lembrete de que a sociedade só avança quando reconhece e valoriza verdadeiramente o papel das mulheres em todos os espaços. E isso deve ser lembrado não apenas no dia 8 de março, mas todos os dias.

*Gabriel Bagliotti é jornalista responsável e diretor presidente de O Defensor.