Levantamento aponta precipitação inferior ao previsto para o mês; junho também deve registrar baixos índices pluviométricos na região
O mês de maio chegou ao fim com um volume de chuvas significativamente abaixo da média esperada para o período em Taquaritinga e região. De acordo com levantamento atualizado pelo colaborador de O Defensor Silas Oliveira, profissional que atuou por muitos anos na Casa da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, foram registrados apenas 21 milímetros de precipitação ao longo dos 31 dias do mês.
O índice ficou distante dos 50 milímetros que eram esperados para maio, representando menos da metade da média prevista. Os dados reforçam um cenário de baixa umidade e escassez de chuvas que vem sendo observado em diversas regiões do interior paulista durante o período de transição entre o outono e o inverno.
Segundo o levantamento, a diferença entre o volume registrado e o esperado evidencia um comportamento climático mais seco do que o habitual para a época. Embora maio tradicionalmente marque o início da redução das chuvas em comparação aos meses de verão, o acumulado de apenas 21 milímetros chama a atenção por ficar consideravelmente abaixo da média histórica prevista para o período.
A baixa ocorrência de precipitações pode trazer reflexos para diferentes setores, especialmente para a agricultura, que depende da umidade do solo para determinadas culturas. Além disso, períodos prolongados de estiagem costumam favorecer o aumento de queimadas, reduzir a disponibilidade hídrica e exigir atenção redobrada quanto ao uso racional da água.
O cenário para os próximos meses também inspira cautela. As projeções indicam que junho deverá manter a tendência de pouca chuva, característica comum durante a estação mais seca do ano. A expectativa é de que o acumulado do próximo mês alcance cerca de 30 milímetros, índice igualmente considerado baixo quando comparado aos meses mais chuvosos do calendário climático regional.
Além disso, especialistas apontam que a redução gradual das precipitações é um comportamento típico desta época do ano no interior paulista. Entretanto, quando os volumes registrados ficam muito abaixo da média esperada, cresce a preocupação com os impactos sobre reservatórios, áreas rurais e qualidade do ar.
Os dados divulgados por Silas Oliveira servem como referência para o acompanhamento das condições climáticas locais e ajudam produtores rurais, órgãos públicos e a população em geral a monitorar os efeitos da estiagem ao longo dos próximos meses.
Com a chegada oficial do inverno se aproximando, a tendência é de que as chuvas continuem escassas, reforçando a necessidade de acompanhamento constante das previsões meteorológicas e das condições de abastecimento hídrico da região.



