quinta-feira, 30 abril, 2026

spot_img

TOP 5 DESTA SEMANA

Notícias Relacionadas

Nossa Palavra – Vereadores iniciam ano legislativo exigindo clareza na gestão municipal

A Câmara Municipal de Taquaritinga retomou seus trabalhos nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, com uma pauta que sinaliza um ano de intensa vigilância sobre o Poder Executivo. A 1.ª Sessão Ordinária de 2026 não foi apenas protocolar; foi um termômetro da insatisfação e das dúvidas que cercam a gestão dos recursos e serviços públicos no município. Do transporte escolar à polêmica “Área Azul”, o tom predominante foi o da cobrança por transparência e eficiência.

A gestão do estacionamento rotativo dominou boa parte dos requerimentos. Os vereadores Marcelo Marinho, Meire Mazzini e Véio Modesto exigiram um raio-x completo da arrecadação da Área Azul desde 2022. A dúvida é clara: para onde está indo o dinheiro?

Nesta mesma linha, o presidente da Casa, Beto Girotto, posicionou-se frontalmente contra o aumento da tarifa de R$ 2,00 para R$ 2,50. A proposta do Legislativo é audaciosa: em vez de onerar o motorista, a Prefeitura deveria reduzir o percentual de repasse à empresa concessionária. Segundo Girotto, a principal receita da empresa vem das multas, o que tornaria o aumento da tarifa um peso desnecessário no orçamento das famílias.

O vereador Fernandinho Cabeleireiro trouxe à tona uma preocupação que tira o sono de pais e responsáveis: a qualidade e a legalidade do transporte escolar. Em um requerimento detalhado, ele exige desde a validade dos contratos até a verificação da CNH dos motoristas e a vistoria dos veículos. Quando se trata de transportar o futuro da nossa cidade, a margem para erro deve ser zero.

A saúde financeira do município também foi alvo de questionamentos. Gabriel Belarmino pediu detalhes sobre o plano de contingência de gastos da Prefeitura, querendo saber quais setores serão cortados e como os serviços essenciais serão mantidos. Além disso, o vereador cobrou a implementação de diversas leis de sua autoria, como a “Taquaritinga Inteligente” e a “Ligou, Agendou”, que, embora aprovadas, parecem dormir nas gavetas do Executivo.

Na mesma seara de eficiência, Livia Zuppani questionou o Código de Posturas sobre as lixeiras residenciais — um problema crônico que reflete na limpeza urbana e na saúde pública, especialmente com o lixo espalhado por animais.

Dois requerimentos chamaram a atenção pela gravidade e pelo endereçamento ao Ministério Público. Baixinho do Posto, Raimundo do Rancho e Véio Modesto buscam a intervenção da Promotoria em dois casos:

  1. Fios Soltos: A perigosa bagunça de cabos de internet nas vias públicas.
  2. O Cheque de 1 Milhão: A falta de respostas claras sobre o suposto desconto de um cheque de alto valor vinculado à conta da Prefeitura.

Além disso, a preocupação com o esporte e o patrimônio surgiu com o questionamento de Raimundo do Rancho sobre os R$ 100 mil repassados pela Câmara para a reforma dos vestiários do “Taquarão”, obra que, se não sair, pode interditar o estádio e prejudicar o CAT em pleno ano de competição.

Nem tudo foi cobrança. A Câmara dedicou momentos para honrar quem faz a diferença, como a gestora educacional Cíntia Faria da Silva, a Auto Elétrica Irmãos Rodrigues (25 anos), a Massa FM (6 anos), a dupla Ulisses & Moisés, a equipe de Biribol Sub-21, o Setor de Regulação da Saúde, o engenheiro Fernando Rodrigues Santos, o Mercado Juslate e os proprietários Antônio e Domingos.

Por outro lado, o vereador Fernandinho Cabeleireiro apresentou uma contundente Moção de Repúdio à empresa MRover, pela falta de humanidade e suporte após o trágico falecimento de um jovem colaborador.

A primeira sessão de 2026 deixa um recado claro: o Legislativo não aceitará respostas genéricas. A população de Taquaritinga espera que os pedidos de informações sobre dissídios (requeridos por Delo Bate Bola), emendas impositivas e o funcionamento do PAT (questionado por Mirian Ponzio) sejam atendidos com a urgência que os temas exigem.