segunda-feira, 20 abril, 2026

spot_img

TOP 5 DESTA SEMANA

Notícias Relacionadas

Nossa Palavra – A cidade que se encontra

O valor da presença e do comércio de proximidade

Neste 11 de abril, com o outono já pintando as tardes de Taquaritinga com cores mais suaves, é impossível não notar uma mudança vibrante em nossa rotina. Olhando para os eventos das últimas semanas — desde a ocupação festiva da Praça Dr. Horácio Ramalho com o Circuito Sesc até as risadas coletivas provocadas pelo stand-up de Andre Santi — percebemos que o taquaritinguense redescobriu o valor inestimável do convívio presencial. A “Nossa Palavra” de hoje reflete sobre esse fenômeno: como o retorno às ruas e o apoio ao empreendedor local estão redefinindo a alma da nossa “Cidade Pérola” em 2026.

Vivemos um tempo em que as telas tentam substituir o toque, e a frieza dos algoritmos tenta prever nossos desejos. No entanto, nada substitui o prazer de encontrar um amigo no café da manhã no centro, de levar os filhos para brincar sob as árvores da praça ou de escolher um produto sabendo o nome de quem o fabricou. Taquaritinga floresce quando suas calçadas estão cheias.

A economia de uma cidade como a nossa não é feita apenas de números e impostos; ela é feita de relações de confiança. Quando você decide comprar um presente em uma loja local, como a Benja ou as bancas de artesanato da Associart, você não está apenas adquirindo um objeto. Você está mantendo o emprego de um vizinho, está financiando o estudo do filho de um conhecido e está garantindo que o dinheiro circule dentro de nossos próprios limites.

O “comprar de quem faz” e o “consumir de quem está aqui” são atos de patriotismo municipal. Em abril, mês que antecede grandes datas sazonais, este editorial convida o leitor a praticar o consumo consciente. Prefira o serviço do profissional que você conhece, prestigie o show que o Ronaldo Rodrigues traz para a cidade, valorize o projeto que a Nathalia Bagliotti desenvolve. Cada escolha sua é um voto de confiança no futuro de Taquaritinga.

Os eventos recentes provaram que, quando oferecemos cultura de qualidade e segurança, o povo responde. Ver a Dr. Horácio Ramalho repleta de centenas de pessoas no último sábado é um sinal claro de que a população quer ocupar a cidade. A praça pública é a sala de visitas de Taquaritinga. É o espaço democrático onde o rico e o pobre sentam no mesmo banco para aplaudir um espetáculo.

O que podemos fazer de melhor neste final de semana? Podemos continuar ocupando esses espaços. Podemos levar a família para passear, frequentar nossos restaurantes e lanchonetes e zelar pela limpeza e conservação do patrimônio. Uma cidade viva é uma cidade segura. Quando as pessoas estão nas ruas, o crime recua e a alegria avança.

Não basta apenas ter eventos esporádicos; precisamos de uma cultura de permanência. O Jornal O Defensor defende que o espírito que vimos no Circuito Sesc deve ser a nossa meta diária. Precisamos incentivar nossos artistas locais, apoiar nossas escolas de música e dança e garantir que a juventude tenha opções de lazer que a afastem dos perigos do isolamento digital ou das ruas.

A comunicação, neste cenário, é a ponte. É por isso que abrimos espaço para divulgar o que acontece de bom em cada bairro. Do futebol de base aos grandes shows de comédia, tudo faz parte de um mesmo ecossistema: a vida em comunidade. Se cada taquaritinguense se sentir responsável por manter esse “brilho” da cidade, não haverá crise que nos abale.

Encerrando esta edição de 11 de abril, deixamos uma provocação positiva: saia de casa. Converse com o comerciante da sua rua. Descubra um novo talento local. O convívio presencial é a vacina contra a solidão e o motor da nossa economia.

Taquaritinga é grande porque sua gente é próxima. Que saibamos honrar essa proximidade, investindo nosso tempo e nossos recursos em quem constrói a cidade conosco todos os dias. O outono é tempo de recolher as folhas secas, mas também de preparar a terra para novas florações. Que a nossa floração seja a de uma comunidade cada vez mais unida, consciente e orgulhosa de sua própria história.

Pela valorização do que é nosso, pelo prazer do encontro e por uma Taquaritinga sempre de portas abertas.