Por: Rodrigo Panichelli*
Sim, o Mirassol. Aquele que muita gente nem sabia que estava jogando a Série A do Brasileirão, até perceber que ele não estava ali pra passear.
O time do interior paulista, debutante entre os grandes, vem fazendo uma campanha irreparável. Organizado, competitivo e, acima de tudo, sem medo de encarar camisas pesadas.
E é aí que mora a graça. Enquanto os medalhões reclamam de gramado, calendário e arbitragem, o Mirassol vai lá e joga. Joga bola. Simples assim.
Mas, claro, o futebol brasileiro não seria o futebol brasileiro sem o tempero da polêmica.
O VAR, essa invenção moderna que deveria trazer justiça, anda colaborando bem demais com o Leão Caipira.
Nos jogos contra São Paulo e Sport Recife, o torcedor adversário quase pediu um omeprazol de tanta gastrite.
Brincadeiras à parte, a história é bonita.
Um clube que sobe degrau por degrau, que trabalha, que respeita o jogo — e que faz por merecer o lugar onde está.
Só espero, sinceramente, que o Mirassol não siga o roteiro conhecido de tantos outros contos do nosso futebol.
São Caetano, Paulista de Jundiaí… times que brilharam intensamente por um tempo, mas que se apagaram rápido demais.
Torço pra que o Mirassol dure. Que seja eterno enquanto dure, como diria o poeta — e que o futebol brasileiro aprenda com ele que dá, sim, pra fazer as coisas direito.
* Rodrigo Panichelli é apaixonado por futebol e colaborador de O Defensor.
**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.



