terça-feira, 12 maio, 2026

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Jogando Limpo – Série: “A minha seleção de todos os tempos”

O camisa 11 da eternidade: Diego Armando Maradona

Por: Rodrigo Panichelli*

Na minha seleção de todos os tempos, a camisa 11 só poderia ser dele. Do gênio. Do contraditório. Do imortal. Diego Armando Maradona.

Ele não jogava futebol. Ele fazia arte com a bola. Um tango em cada drible, um mural em cada passe, um poema em cada gol. Era a perna canhota mais famosa do planeta. Mais do que isso: era a canhota que fazia multidões acreditarem no impossível.

Maradona não foi só craque. Foi líder, foi alma, foi coração. Com ele, o campo se transformava em palco e a arquibancada em plateia de teatro. A camisa pesava, mas nele parecia leve. Porque Diego carregava não só o número 10 (e agora, na minha seleção, o 11), mas também os sonhos de um povo argentino inteiro.

Claro, Maradona também foi humano, demasiadamente humano. Tão genial quanto controverso. Mas é justamente essa mistura de luz e sombra que faz dele eterno. Porque o futebol não é feito só de números, é feito de histórias. E ninguém escreveu tantas e tão intensas quanto El Pibe de Oro.

Na minha seleção, ele atua pela esquerda, mas flutua por todo o campo. É o 11 que joga como 10. É o craque que transforma qualquer partida em lenda. É Diego. Sempre Diego.

*Rodrigo Panichelli é colaborador d’O Defensor.