Por: Rodrigo Panichelli*
Os erros de arbitragem no futebol brasileiro viraram pauta eterna. Todo ano, as mesmas cenas: confusão, polêmica e a sensação de que nada muda — mesmo com toda a tecnologia à disposição. O VAR, que deveria ser o remédio, muitas vezes parece a doença.
Renata Ruel, ex-árbitra e hoje comentarista, foi certeira ao dizer:
“A arbitragem de futebol no Brasil é reflexo da incompetência de quem dirige.”
E é isso mesmo. Não dá pra entender como, com sete pessoas envolvidas em uma decisão e câmeras de todos os ângulos, ainda vemos erros primários que mudam resultados, rebaixam times e tiram títulos.
Enquanto isso, lá na várzea, sem linha de impedimento digital e sem fone de ouvido, a bola rola e o jogo flui. Não porque o árbitro seja perfeito — mas porque há respeito, simplicidade e menos interferência.
O problema, talvez, não esteja no apito.
Está em quem o controla.
Está na formação, na gestão e na falta de coragem para admitir que o futebol virou refém de sua própria tecnologia.
Se é pra jogar limpo, que o erro humano volte a ser humano — e não institucional.



