Por: Rodrigo Panichelli*
Domingo é o dia delas. Das crianças. Dos pequenos gigantes que correm sem fôlego, mas com o coração cheio. Que riem até cair, que choram porque perderam — e que, cinco minutos depois, já estão sorrindo de novo. Criança e esporte são sinônimos. Não tem jeito.
Basta um espaço livre, uma bola murcha, uma garrafa virando trave, e pronto: nasce o maior campeonato do mundo. Nas ruas, nos campos de terra, nos parques e nas praças, a infância vira espetáculo. E o barulho das risadas ecoa mais bonito que o grito de gol no Maracanã.
O esporte é mais que movimento. É formação. É aprendizado. É o primeiro “bom dia”, o primeiro “desculpa”, o primeiro “valeu, amigo!”. É ali, na correria dos pés descalços, que se aprende o que é companheirismo, respeito, superação e, principalmente, alegria.
Pais e mães, incentivem seus filhos. Incentivem-nos a correr, a jogar, a brincar. Porque quando estão no campo, na quadra ou na areia, eles esquecem tudo de ruim que o mundo anda mostrando. Longe das telas, perto do sol, com o vento no rosto e o coração leve.
Lembro quando era criança. A chuteira era pesada, o chão era quente, mas o sonho… ah, o sonho era leve. Queríamos ser heróis. Hoje, só queremos que as crianças voltem a sonhar — não com o celular nas mãos, mas com uma bola nos pés.
Domingo é o dia das crianças. Mas podia ser todo dia. Porque, no fundo, o mundo seria muito melhor se a gente nunca deixasse de jogar bola — nem de ser criança. ⚽❤️



