sexta-feira, 24 abril, 2026

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Jogando Limpo – Entre a razão e a esperança – Da Série ‘Copa do Mundo 2026’

Por: Rodrigo Panichelli*

A Seleção Brasileira de Futebol entrou em campo na última Data FIFA para medir forças com quem, hoje, habita a mais alta prateleira do futebol mundial. Na quinta-feira, contra a Seleção Francesa de Futebol. Na terça, diante da Seleção Croata de Futebol — jogo que, quando você lê estas linhas, já terá contado mais um capítulo dessa preparação.

Mas foi o confronto com a França que deixou a impressão mais forte. E talvez a mais incômoda.

A França parece pronta. Pronta para disputar — e, por que não, chegar — à sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Campeã em 2018, vice em 2022, e com elenco, organização e continuidade para sonhar alto em 2026. Dói dizer, mas hoje é uma seleção mais pronta, mais estruturada e mais confiável.

E o Brasil?

O Brasil ainda se procura.

Desde 2022, o ciclo da seleção foi tudo, menos linear. Tivemos um projeto interino com Ramon Menezes, um experimento autoral com Fernando Diniz e uma solução de momento com Dorival Júnior. Três ideias, três caminhos, nenhum deles definitivo.

Faltou continuidade. Faltou convicção. Sobrou expectativa.

Por isso, a análise — ainda que fria — precisa ser honesta. O cenário mais provável é que o Brasil faça uma Copa competitiva, avance algumas fases, quatro, talvez cinco jogos… e pare. Não por falta de talento. Nunca foi. Mas por falta de construção.

Se passar disso, será algo além da lógica. Pode ser competência, pode ser sorte, pode ser aquela velha verdade do futebol: a bola, às vezes, decide não obedecer roteiro algum.

Porque o futebol, no fim das contas, é isso — uma caixinha de surpresas.

E é justamente aí que mora a nossa esperança.

Porque, mesmo com todas as dúvidas, o Brasil vai parar. Vai pintar rua, enfeitar quarteirão, montar telão improvisado, reunir família, amigos, churrasco e conversa fiada que vira análise tática de botequim.

Isso é Copa do Mundo Meus filhos!

É quando a razão dá lugar à emoção. Quando o torcedor acredita, mesmo sabendo. Quando o país, por alguns dias, joga junto.

Entre a lógica e a paixão, o Brasil sempre escolheu acreditar.

E talvez seja exatamente isso que ainda nos mantém no jogo.

* Rodrigo Panichelli é apaixonado por futebol e colaborador de O Defensor.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.