Por: Rodrigo Panichelli*
O tempo passa, o futebol gira — e quando a gente menos percebe, o mundo já está em clima de Copa outra vez. As eliminatórias tomaram conta das últimas semanas, e com elas vem o mesmo encanto de sempre: bandeiras tremulando, hinos ecoando e aquele frio na barriga que só o futebol de seleções é capaz de provocar.
Já são 21 seleções garantidas no Mundial de 2026. Outras 27 ainda brigam por um lugar ao sol — ou melhor, sob as luzes dos três países que sediarão o torneio: Canadá, Estados Unidos e México. Sim, pela primeira vez em três nações, e com 48 vagas. É mais Copa, mais histórias, mais sonhos — e, convenhamos, também mais política.
Entre os possíveis estreantes, Cabo Verde chama atenção. Uma pequena ilha africana que fala português e carrega no peito o mesmo amor pelo futebol que move o Brasil inteiro. Pode ser que, nos próximos dias, esse pedacinho do Atlântico garanta seu passaporte carimbado para fazer história.
E se você acha confuso esse modelo de 2026, espere 2030: seis países-sede, três continentes, e um torneio que vai misturar o antigo e o novo para celebrar os 100 anos da Copa do Mundo. A festa promete — embora, por trás dela, a política siga jogando seu próprio campeonato, onde voto vale mais que bola e decisão é driblada nos bastidores.
Mas voltemos ao campo.
Porque, acima de tudo, é nele que a Copa vive — nas classificações suadas, nos gols improváveis, nas lágrimas e nos sorrisos. Logo virão os sorteios, as figurinhas, as tabelas pregadas na parede da sala e as apostas entre amigos.
A Copa já começou.
E aqui, na Jogando Limpo, vamos acompanhar cada passo dessa jornada — principalmente das seleções que estarão estreando sob os holofotes do maior espetáculo da Terra.
Prepare o coração, o álbum de figurinhas e o churrasco em dia de jogo da seleção.
Porque, quando o mundo inteiro se reúne por uma bola, a gente volta a ser criança — e o futebol volta a ser o que sempre foi: o idioma universal da esperança.



