Homem é preso após investigação revelar produção clandestina de bebidas alcoólicas com álcool de cereal e açúcar queimado; garrafas falsificadas imitavam marcas renomadas do mercado.
Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Civil após ser identificado como responsável por uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas falsificadas, localizada dentro de sua própria residência. O caso, que ganhou destaque pelas proporções da fraude, foi revelado nesta semana após uma investigação sigilosa conduzida por agentes da Delegacia de Polícia de Monte Alto.
Segundo apuração oficial, o indivíduo produzia artesanalmente uma substância semelhante ao whisky, utilizando como base álcool de cereal, açúcar queimado — para dar coloração à bebida —, além de essências e outros aditivos não controlados. O preparo era realizado em toneis e até mesmo em panelas de pressão, sem qualquer condição sanitária ou autorização dos órgãos competentes.
A gravidade do caso aumenta diante do nível de sofisticação da falsificação. Para simular a autenticidade dos produtos, o suspeito utilizava garrafas recicladas de marcas famosas, com rótulos, tampas, lacres e selos falsificados. Todo o material era adquirido por meio de fornecedores da capital paulista, o que levanta a suspeita da existência de uma rede criminosa especializada nesse tipo de fraude.

De acordo com as autoridades, o esquema tinha como foco principal a revenda dos produtos falsificados em festas particulares e pontos de comércio informal, o que representa sério risco à saúde pública. As bebidas não passavam por qualquer tipo de controle de qualidade, e o consumo poderia causar desde intoxicações leves até quadros graves de envenenamento.
Durante a operação de busca e apreensão, os policiais recolheram dezenas de garrafas já envasadas, além de tambores com álcool de cereal, utensílios usados na produção e materiais de embalagem com logotipos de marcas conhecidas. Todo o conteúdo foi apreendido e será submetido à perícia técnica.
O homem foi conduzido à Delegacia, onde foi autuado por falsificação de produto destinado a fins comerciais, crime previsto no artigo 272 do Código Penal, cuja pena pode ultrapassar cinco anos de reclusão. Ele permanece à disposição da Justiça e poderá responder também por crime contra a saúde pública e falsificação de selo ou marca oficial.
A Polícia Civil segue investigando possíveis conexões com outras cidades da região e não descarta a possibilidade de novas prisões. As autoridades alertam a população sobre o risco do consumo de bebidas de origem duvidosa e reforçam a importância de denúncias anônimas para o combate a esse tipo de crime.
Fonte: @jornaldaeptvribeirao



