Por: Sérgio Sant’Anna*
Reparem que ao intitular a minha crônica semanal, realizo a alusão através da história mundial, ou seja, recurso deveras importante na construção do texto dissertativo-argumentativo. Quando a analogia é ressaltada trago elementos do meu repertório sociocultural, demonstrando que ao longo desses anos escolares busquei enriquecer-me do conhecimento concedido através das distintas áreas disciplinares. Algo vital para que se tenha sucesso na produção de sua redação ENEM.
No ano passado foram apenas doze (12) redações que alcançaram a nota 1000. E esse número reduzido, em relação há anos anteriores, deve-se ao repertório sociocultural angariado através das redes sociais, retirados através do copia e cola. Façanha voltada apenas ao uso da argumentação, esquecendo-se da opinião tão necessária para esse tipo textual. Recurso não utilizado, que desperta no corretor a ausência da criatividade, da criticidade, do ato de pensar por parte do vestibulando. E esse resultado é fruto da inapetência leitora. Estamos diante de uma geração cujo Quociente de Inteligência (QI) é menor do que o dos pais; geração esta que o número de não-leitores é maior que o número de leitores; além de mais de 29% serem analfabetos funcionais. Resultados estes que levaram ao fiasco do último Exame Nacional do Ensino Médio.
Outrossim, faz-se necessário ressaltar que a leitura é a base, fonte do conhecimento, combustível para a construção de um texto organizado, estruturado, de acordo com as premissas redacionais, além, é claro, de toda fonte do repertório sociocultural. Quem não possui conhecimento jamais será capaz de fazer analogias, buscar argumentos dotados de conhecimento de outras áreas, requisitos necessários para a demonstração de conhecimento angariados de outras áreas.
Logo, o conhecimento é a fonte, é a essência para a construção de opiniões necessárias e argumentos legitimados. Esferas contundentes e vitais para o sucesso de uma redação nota 1000.



