quinta-feira, 30 abril, 2026

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Coluna Clikando – O microfone como ponte

A importância da voz que conduz o debate público

Por: Gabriel Bagliott*

Desde os tempos do Interact Club, ainda na juventude, carregar o protocolo nas mãos já revelava algo maior: a vontade de comunicar, de organizar, de dar voz ao que precisa ser dito. Naquela época, ser o responsável pelo cerimonial era um exercício silencioso de responsabilidade — um aprendizado que, embora discreto, plantou a semente do que viria depois.

Hoje, ao olhar para trás, vejo que cada passo foi uma preparação. As experiências como jornalista, apresentador de programas de rádio e de podcast, entrevistador e comunicador nas redes sociais não surgiram por acaso. Foram moldando não apenas a minha linguagem, mas minha escuta, meu olhar, minha responsabilidade com a palavra pública. A comunicação, afinal, é mais do que técnica — é sensibilidade, contexto e compromisso.

E foi justamente esse caminho que me trouxe à função de mestre de cerimônias, algo que sempre admirei, mas só agora tive a oportunidade de vivenciar. A primeira experiência veio com a audiência pública da Prefeitura, no início do ano — um evento formal, institucional, que exigia equilíbrio, clareza e neutralidade. A segunda, a Conferência Municipal da Pessoa Idosa, trouxe consigo a leveza do acolhimento e o peso da representatividade. E a terceira, durante a convenção municipal do MDB, revelou o desafio de lidar com a política em seu estado mais puro: a mistura entre emoção, discurso e expectativa.

Cada uma dessas experiências foi única, e todas me ensinaram que ser mestre de cerimônias é mais do que apresentar: é interpretar o momento, respeitar os tempos, costurar os significados e, acima de tudo, dar fluidez àquilo que merece ser ouvido.

Agradeço, sinceramente, aos que acreditaram no meu trabalho e me confiaram a condução desses encontros. Ser porta-voz de um evento é, também, assumir a responsabilidade de dar o tom certo, de respeitar o público, de permitir que cada fala tenha o destaque que merece.

Olhando para o futuro, sigo motivado. Quero continuar construindo essa trajetória com ainda mais preparo, estudo e entrega. Porque a voz pública é um instrumento poderoso — e usá-la com ética, sensibilidade e propósito é uma missão que carrego com orgulho.

Se hoje consigo me colocar diante de um microfone com segurança, é porque trago comigo as experiências do passado, a humildade do presente e a ambição de crescer ainda mais. O mestre de cerimônias, afinal, não é o protagonista — mas é quem ajuda os protagonistas a brilharem. E isso, para mim, é uma das formas mais nobres de servir.

*Gabriel Bagliotti é jornalista e diretor presidente de O Defensor.