Entenda os riscos e como se prevenir
Por: Arthur Micheloni*
O colesterol costuma ser visto como um grande vilão da saúde, mas a verdade é que ele também é essencial para o funcionamento do organismo. Nosso corpo utiliza o colesterol para produzir hormônios, formar células e até participar da produção de vitamina D. O problema aparece quando seus níveis ficam desregulados, principalmente por longos períodos.
Existem dois tipos principais de colesterol que merecem atenção. O LDL, conhecido popularmente como “colesterol ruim”, favorece o acúmulo de gordura nas artérias. Com o tempo, isso pode dificultar a passagem do sangue e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Já o HDL, chamado de “colesterol bom”, ajuda a retirar o excesso de gordura da circulação e levá-lo ao fígado, onde será eliminado. Em outras palavras, o equilíbrio entre eles é o que realmente importa.
Uma das maiores preocupações em relação ao colesterol alto é justamente o fato de que ele quase sempre é silencioso. Muitas pessoas convivem anos com alterações sem perceber nenhum sintoma. Ainda assim, em alguns casos, o próprio corpo pode dar pequenos sinais de alerta.
Entre esses sinais estão os chamados xantelasmas, pequenas placas amareladas que aparecem ao redor dos olhos. Elas são formadas por depósitos de gordura na pele e podem estar relacionadas ao aumento do colesterol, como podem observar na imagem a seguir.

Algumas pessoas também podem apresentar pequenos nódulos em tendões ou alterações na pele, embora isso não seja tão frequente. Sempre que essas mudanças surgem, vale procurar avaliação médica e realizar exames.
Apesar de o colesterol alto não provocar alterações emocionais ou comportamentais diretamente, os hábitos que levam ao problema acabam impactando a saúde de forma geral. Alimentação rica em frituras, ultraprocessados, embutidos, excesso de açúcar e bebidas alcoólicas, além da falta de atividade física e do cigarro, contribuem bastante para o aumento do colesterol e para a piora da qualidade de vida.
A boa notícia é que a prevenção costuma estar ligada a medidas simples do dia a dia. Uma alimentação mais natural, rica em verduras, legumes, frutas, fibras e grãos integrais ajuda no controle dos níveis de gordura no sangue. Alimentos como azeite de oliva, castanhas e abacate também podem contribuir por serem fontes de gorduras consideradas benéficas ao organismo.
As fibras têm um papel importante nesse processo, pois ajudam a diminuir a absorção de gordura no intestino. Além disso, a prática regular de atividade física auxilia no aumento do HDL e na redução do LDL, melhorando não apenas o colesterol, mas também o funcionamento do metabolismo como um todo. Dormir bem e controlar o estresse também fazem diferença.
Quando não tratado, o colesterol alto pode favorecer o surgimento de problemas sérios, como infarto, derrame e doenças circulatórias. Em alguns casos, a circulação nas pernas também pode ser prejudicada, causando dores ao caminhar. O excesso de gordura nos vasos ainda pode agravar doenças como hipertensão, diabetes e síndrome metabólica.
Por isso, manter o colesterol controlado vai muito além de “ter exames bons”. Trata-se de cuidar da saúde ao longo da vida. Pequenas mudanças de hábito, quando feitas de forma contínua, podem reduzir riscos importantes e melhorar significativamente a qualidade de vida.


