Por: Lucas Fanelli*
Olá caro leitor, espero que esse ano de 2026 seja recheado de boas leituras! Hoje minha indicação vai seguir um pouco da recomendação passada, pois há uma série também, mas nesse caso é uma adaptação.
Sapeando pela Netflix no começo do ano passado eu me deparei com uma série de nome intrigante “O Problema dos Três Corpos”, eu como adoro um bom suspense sobre assassinato logo pensei que se tratava de três pessoas mortas e a série iria falar da busca por um serialkiller. Errei feio no chute, mas ainda bem que assisti a série.
O problema dos três corpos se trata de um problema real da física envolvendo a previsão de movimento de três corpos celestes sob influência da gravidade, não existindo uma solução geral devido a sua complexidade. Porém a série me atravessou de uma forma tão positiva que quando eu descobri que era inspirada em uma trilogia eu tratei de comprar os três livros no mesmo dia.
A trilogia é uma ficção científica envolvendo um possível apocalipse, seres extraterrestres e física, muita física! O escritor, Liu Cixin, é físico e em sua dedicatória ao final da série fala que sempre achou a arte um meio importante para ensinar ciência e ele leva a sério as lições.
É lógico que estamos falando de ficção, mas sempre que possível, Liu insere conceitos da matemática e da física para deixar a história ainda mais interessante, beirando o real, contando que você acredite em vida fora da Terra.
Existe sim diferença entre o livro e a série (sempre há), porém os dois produtos são excelentes (lógico que o livro é melhor rs). A principal diferença mesmo é que na série acontece algumas cenas que só vai ocorrer no segundo livro, mas isso não tira a qualidade do audiovisual.
O segundo livro inclusive fala sobre a teoria da floresta sombria, nome dado ao livro, é de uma genialidade que faz você questionar: “Será que então não estamos sozinhos?”.
Entre sinais recebidos pela terra, mensagens mandadas pelos alienígenas, física, três sóis, nave espacial, desenvolvimento de tecnologia de ponta, viagens espaciais e sobrevivência da humanidade a história vai de desenrolando que minha vontade era trabalhar para a NASA no instante posterior que terminei o terceiro livro (mas já passou, não sou tão bom assim com números).
Foram cerca de 1400 páginas devoradas em um mês de leitura, o arco narrativo me sequestrou e me manteve prisioneiro com seu enredo fluído e seus personagens bem construídos, me levando até hoje a olhar para o céu à noite e perguntar: “toda essa vastidão e só há vida aqui na Terra?”.



