sábado, 7 março, 2026

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Capítulo Zero – A Bússola de Ouro

Por: Lucas Fanelli*

Olá caro leitor, espero que esteja bem! Hoje quero trazer um gatinho de nostalgia para vocês. Falei bastante de livros únicos, hoje quero trazer uma trilogia, mas não qualquer trilogia, mas sim a trilogia que me fez entrar no mundo da leitura.

A Bússola de Ouro foi o primeiro livro que eu li na minha adolescência (tirando os obrigatórios para a escola), eu havia assistido o filme que recém lançará no cinema lá em 2007 e as livrarias se encheram do livro com a capa do filme. Lembro que o filme me atravessou da melhor forma possível que um filme de fantasia poderia atravessar o Lucas de 13 anos.

Ler o primeiro livro sempre é um desafio, ter que aprender ler literatura é diferente de tudo, você precisa não só da habilidade de juntar letras e sílabas para formar palavras, entender cada frase e compreender os parágrafos. Você precisa imaginar.

Sei que demorei alguns meses para terminar um livro que hoje leria em uma semana (ou menos). Tudo no livro me encantava e naquela época meu maior sonho era possuir um daemon para me acompanhar na batalha árdua que era o oitavo ano.

O segundo livro da trilogia chama A Faca Sutil e apresenta ao leitor novos mundos e a possibilidade de atravessá-los usando o corte de uma faca. Imagina para um adolescente de 13 anos? Nas aulas mais difíceis de matemática tudo o que eu queria era tirar minha faca da mochila, abrir um portal para outro universo e escapar dali.

E o último livro da trilogia A Luneta Âmbar foi o primeiro calhamaço (nem tanto, 504 páginas) e esse sim eu demorei meses para terminar, mas o final de leitura foi um prazer duplo: poder experenciar toda a leitura da trilogia foi incrível e terminar o “maior livro que já li” também foi avassalador para o eu adolescente. Talvez venha daí minha paixão por calhamaços (rsrs).

A trilogia Fronteira do Universo fala sobre coragem, amizade e até onde a busca por poder pode corromper as pessoas. Os personagens são muito bem construídos e Lyra mostra que a coragem não depende de idade, mas de atitude. Ao enfrentar criaturas perigosas, autoridades opressoras e até seus próprios medos, ela prova que uma criança pode agir com firmeza quando acredita no que é certo. Sua determinação inspira outras crianças do universo a não se calarem diante da injustiça. Mesmo assustada, ela segue em frente, e é justamente essa mistura de medo e ousadia que torna sua bravura tão poderosa. Lyra ensina que lutar, para uma garota ou qualquer criança, começa com a coragem de defender aquilo que importa.

*Lucas Fanelli é apaixonado por livros e colaborador d’O Defensor.