Por: Nádia Araujo*
Olha, não sei vocês, mas quando um assunto me interessa, eu não consigo desapegar fácil. Eu vou a fundo, quero saber tudo, quero me tornar quase especialista. E o tema da vez é ela: Tânia Maria.
E eu sei exatamente o que me prende à história dessa mulher. Ela se parece com a gente. Vindo de uma família nordestina, eu olho pra ela como se fosse uma tia, sabe? Divertida, carismática, forte, trabalhadora… mas que a vida não tratou com tanta delicadeza.
Assim como ela, alguns membros da minha família nunca foram ao cinema (e talvez nem tenham curiosidade), porque a vida sempre foi resumida em trabalho, principalmente o trabalho braçal.
Outra coisa que me pegou muito nessa história é que a Tânia foi escolhida por ser exatamente quem ela é, sem mudar nada. Queriam tudo: sua aparência, seu sotaque, suas roupas, sua forma simples de falar. E isso me fez pensar muito sobre como estamos perdendo nossa pessoalidade com tanta pressão e tantos procedimentos estéticos. A Tânia é uma joia.
E, por fim, essa mulher me ensinou uma coisa: há muita vida na vida.
Eu entrei em parafuso recentemente (já ouviu falar da crise dos 30?), achando que meu tempo tinha passado, que não dava mais pra começar nada. E aí vem essa mulher, no auge dos seus 70 anos, e mostra exatamente o contrário: enquanto há vida, há tempo.
Enfim, isso aqui não chega nem perto de representar o tamanho dessa mulher. Mas eu te convido, assim como eu, a ficar obcecado por ela.
Saiba mais sobre ela: https://www.youtube.com/watch?v=3XG84yOwHpM



