Por: Nadia Araujo*
É muito comum buscarmos opiniões alheias quando estamos prestes a dar um novo direcionamento na vida, seja um novo trabalho, projeto ou relacionamento. O problema é que, nesse movimento, abrimos uma margem para que pessoas frustradas deem a sua “humilde opinião” e é aí que mora o perigo, meus amigos. Pessoas frustradas raramente querem o seu bem. No fundo, elas querem que você seja vizinho de “fundo de poço”delas, dividindo o mesmo muro de estagnação e desculpas.
A vida adulta, no fim das contas, é um exercício coletivo de tentar sobreviver às próprias frustrações. A questão é que nem todo mundo consegue. Tem gente que se perde no caminho e passa a enxergar o brilho do outro como um lembrete do que elas não tiveram coragem de fazer.
O seu sonho só é importante para você. Ninguém vai sentir o frio na barriga ou a urgência da realização com a mesma intensidade que o seu coração sente. Como diz o Emicida: “Você é o único representante dos seus sonhos aqui na terra”. Se você não se levantar para defendê-los, ninguém mais o fará.
Na maioria das vezes, você não precisa ouvir mais ninguém.
Você já estudou, já pesquisou, já planejou e sabe exatamente como executar. O que falta não é mais uma opinião, mas talvez uma conversa silenciosa consigo mesmo, muitas vezes mandar o “Bruno” ficar quieto (se você assistiu o filme Lucca da Pixar, vai entender a referência).
Não espere que o mundo te dê um crachá de “autorizado”. O mundo está ocupado demais tentando lidar com as próprias falhas. Se o medo bater, lembre-se de que a jornada é solitária, mas a satisfação da realização é só sua.



