quinta-feira, 14 maio, 2026

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Jogando Limpo – Enquanto dá, celebrem São Paulinos!

Por: Rodrigo Panichelli*

O São Paulo Futebol Clube é líder do Campeonato Brasileiro Série A após seis rodadas. São 16 pontos, cinco vitórias e um empate. Três pontos à frente de Sociedade Esportiva Palmeiras e Fluminense Football Club. Números que, por si só, já chamam atenção. Mais ainda quando lembramos tudo o que aconteceu fora de campo.

O São Paulo de 2026 parecia destinado a falar mais de bastidores do que de futebol. Renúncia presidencial, denúncias e ruídos no clube social, atraso de salários, ambiente pesado. No meio do vendaval, a saída de Hernán Crespo e a chegada conturbada de Roger Machado.

Era cenário para crise esportiva. Mas o futebol, às vezes, resolve contrariar a lógica.

O time deu liga. Joga com intensidade, encontrou equilíbrio e, sobretudo, recuperou algo que parecia distante: confiança. De jogadores e de torcida. Porque liderança de campeonato não se constrói apenas com tática ou talento. Constrói-se com ambiente, mesmo quando o ambiente insiste em ser turbulento.

Se será “cavalo paraguaio”, ninguém sabe. Se brigará pelo título até dezembro, menos ainda. O Brasileirão é especialista em colocar cada coisa no seu lugar com o passar das rodadas. Mas o que já aconteceu merece registro: arrancada de líder, campanha consistente e um time que, por ora, joga mais bola do que produz manchetes negativas.

E o teste de realidade chega rápido. Na quarta-feira, visita o Clube Atlético Mineiro fora de casa. No sábado à noite, recebe o Palmeiras no Morumbi. Um clássico que nos últimos anos tem sido ingrato para o tricolor — dentro de campo e, segundo muitos são-paulinos, também nas interpretações da arbitragem.

Mas clássico não vive de retrospecto. Vive de momento.

E o momento, por incrível que pareça, é do São Paulo.

Por isso, vale a prudência — e também o registro. Talvez eu não tenha outra chance de escrever, nos próximos meses, sobre um São Paulo líder do Brasileirão. O campeonato é longo, cruel e cheio de atalhos inesperados.

Então que se aproveite a fase. As vitórias. Os bons jogos.

Porque no futebol, como na vida, os momentos bons também merecem ser lembrados enquanto acontecem

* Rodrigo Panichelli é apaixonado por futebol e colaborador de O Defensor.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.