quinta-feira, 30 abril, 2026

spot_img

TOP 5 DESTA SEMANA

Notícias Relacionadas

Artigo: A desunião da direita pode custar o Brasil em 2026

Sem união, a direita pode entregar o Brasil à esquerda em 2026, pois o desafio da direita será a unidade.

Por: Igor Sant’Anna*

O maior risco da direita brasileira em 2026 não é a força da esquerda, mas é a própria desunião. A história política mostra que projetos fragmentados, movidos por vaidades e disputas internas, raramente vencem eleições. Enquanto a direita se divide, a esquerda avança com organização, estratégia e narrativa bem definida.

O eleitor conservador e liberal espera mais do que discursos inflamados ou guerras internas nas redes sociais. Ele espera maturidade política, senso de responsabilidade histórica e compromisso com o futuro do país. Quando líderes da direita priorizam projetos pessoais em vez de um projeto de nação, o resultado é previsível: dispersão de votos, desmobilização da base e perda de credibilidade.

União não significa pensamento único. Divergências são naturais e saudáveis em qualquer campo democrático. O problema surge quando essas diferenças se transformam em sabotagem mútua. Nesse cenário, a esquerda agradece. Com uma base fiel e uma estratégia clara, ela se beneficia diretamente do caos alheio.

Outro fator preocupante é a falta de uma pauta mínima comum. Segurança pública, responsabilidade fiscal, combate à corrupção, liberdade econômica e defesa das liberdades individuais deveriam ser pontos inegociáveis. Sem isso, a direita perde o discurso, perde o rumo e, pior, perde o eleitor.

2026 não será apenas mais uma eleição. Será uma escolha entre continuar aprofundando um modelo de Estado inchado, ideologizado e ineficiente ou reconstruir o país com base em mérito, responsabilidade e liberdade. Se a direita não compreender a gravidade desse momento, corre o risco de entregar o Brasil de bandeja para a esquerda, não por falta de apoio popular, mas por incapacidade de se unir.

O tempo das disputas internas precisa dar lugar ao tempo da estratégia.

O Brasil não pode ser refém de egos.

Ou a direita entende que união é sobrevivência política, ou assistirá, mais uma vez, à derrota anunciada.

*Igor Sant’Anna é colaborador de O Defensor.

**Os artigos publicados com assinatura não manifestam a opinião de O Defensor. A publicação corresponde ao propósito de estimular o debate dos problemas municipais, estaduais, nacionais e mundiais e de refletir as distintas tendências do pensamento contemporâneo.