Por: Rodrigo Panichelli*
O sorteio da Copa do Mundo de 2026 definiu o destino brasileiro — e que destino. No Grupo C, o Brasil divide espaço com Marrocos, Escócia e Haiti. Um grupo que, à primeira vista, não mete medo. Mas que, como toda Copa e agora ampliada para 48 seleções, guarda armadilhas escondidas sob cada chute, cada viagem, cada detalhe esquecido.
A Copa mudou. Os tempos mudaram. E o futebol, como sempre fez, apenas seguiu o mundo.
Marrocos: a sensação que não quer voltar a ser surpresa
Marrocos chega como aquele convidado que descobriu que pode ser protagonista.
Em 2022, foi a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal de Copa. Ganhou respeito, torcida, e virou exemplo de como organização, disciplina e um toque de loucura podem derrubar gigantes.Se repetir metade do que fez no Catar, será o adversário mais duro do grupo.
Escócia: a vaga conquistada na respiração final
A Escócia é aquela seleção que parece viver de roteiro dramático. E para 2026 não foi diferente. Conquistou a vaga europeia na forma mais emocionante possível, disputando até o último suspiro, e que parecia escrita para eliminá-la, mas que a colocou justamente ao lado do Brasil.
É um time de alma, de arquibancada forte, de futebol físico e honesto.
E futebol honesto costuma complicar quem acha que só o talento resolve.
Haiti: respeito, história e laços que vão além do gramado
O Haiti talvez seja o adversário tecnicamente mais frágil.
Mas jamais será o menos importante.
O Brasil tem com o país uma relação institucional profunda, marcada por missões de paz, cooperação e presença militar-humanitária.
Dentro de campo, o Haiti joga por mais que três pontos: joga por reconhecimento, dignidade e pela chance de mostrar que o futebol ainda é o esporte em que um pequeno pode fazer barulho de gigante.
Em um Mundial ampliado, esse tipo de história será cada vez mais comum — e cada vez mais bonita.
E no meio disso tudo… a FIFA cria o “Prêmio da Paz”
Em um movimento tão simbólico quanto polêmico, a FIFA inaugurou o Prêmio da Paz, entregue anualmente a uma personalidade que represente esforços em favor da estabilidade e do diálogo no planeta.
E o primeiro homenageado foi o presidente americano Donald Trump.
É claro que opiniões se dividiram.
É a FIFA sendo FIFA: misturando geopolítica, marketing, diplomacia e bola de um jeito que só ela consegue — e que só ela tem coragem de fazer.



