Durante patrulhamento náutico, equipe apreende tarrafas e mais de 25 kg de pescado capturado ilegalmente
Durante uma operação de patrulhamento náutico realizada no último sábado, 4 de outubro de 2025, no Rio Tietê, entre os municípios de Ibitinga e Borborema, uma equipe da Polícia Ambiental flagrou três homens praticando pesca irregular com tarrafa em um local de pesca proibida, nas proximidades da Lagoa Preta, situada na margem esquerda do rio, dentro dos limites territoriais de Reginópolis (SP).
Segundo o relatório policial, os agentes avistaram o grupo durante uma ronda de rotina. Ao perceberem a aproximação da fiscalização, um dos pescadores conseguiu fugir, enquanto os outros dois foram abordados pela equipe. Durante a vistoria, foram apreendidas três tarrafas — equipamento de pesca não permitido para uso amador — e aproximadamente 25,25 kg de pescado capturado ilegalmente.
Os dois homens detidos foram identificados como pescadores amadores, não possuindo autorização para o uso do material apreendido. Diante das evidências, ambos foram autuados por infração ambiental, conforme previsto na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e nas normas do Decreto nº 6.514/2008, que regulamenta as infrações e sanções administrativas ao meio ambiente. O pescado, por estar em boas condições, foi doado a uma instituição filantrópica do município de Ibitinga, seguindo os protocolos de destinação social adotados pela corporação.
A Polícia Ambiental reforçou, em comunicado, que o uso de tarrafas e outros petrechos de pesca proibidos é expressamente vedado para pescadores amadores, especialmente em áreas de preservação e lagoas marginais como a Lagoa Preta, que funcionam como berçários naturais para diversas espécies de peixes. Além disso, a prática irregular compromete o equilíbrio ecológico e ameaça a sustentabilidade da pesca na região do Médio Tietê.

A corporação também destacou que a fiscalização ambiental tem sido intensificada em todo o estado de São Paulo, especialmente em períodos de maior incidência de pesca predatória. A ação faz parte das operações de monitoramento voltadas à preservação dos recursos naturais e à proteção da fauna aquática.
Por fim, a Polícia Ambiental orienta pescadores e a população em geral a sempre respeitarem as normas de pesca e os períodos de defeso, evitando o uso de equipamentos proibidos e a captura de espécies em locais não autorizados. A denúncia de atividades suspeitas pode ser feita de forma anônima pelo telefone 190 ou diretamente às unidades da Polícia Militar Ambiental.
Com ações constantes de fiscalização e conscientização, a corporação reafirma seu compromisso com a preservação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos hídricos em todo o território paulista.



