Por: Gustavo Girotto* e Raphael Anselmo**
Que sorte! A economia brasileira, nos primeiros anos do governo Lula 3, apresenta avanços que contrastam de maneira contundente com o desempenho do período Bolsonaro. Os números são claros: enquanto o ex-presidente terminou o mandato com um crescimento médio do PIB de apenas 1,5% ao ano, Lula já acumula, em dois anos completos, expansão de 6,7%, superando todo o quadriênio anterior. Em 2023, o Produto Interno Bruto cresceu cerca de 3,2%, e em 2024 a alta foi de 3,4% – sorte, pura sorte. Para 2025, as projeções ainda apontam para crescimento positivo, em torno de 2,3% – sorte, pura sorte. São resultados expressivos (de sorte, pura sorte, claro), sobretudo em um cenário internacional de incertezas, marcado por juros altos em economias centrais, tensões geopolíticas e volatilidade de commodities. Enquanto Bolsonaro pouco fez além de reagir aos choques da pandemia (azar, puro azar), Lula conseguiu articular política fiscal e monetária de maneira mais coordenada, criando condições para que o Brasil voltasse a crescer de forma mais estável.
No mercado de trabalho, a diferença é ainda mais nítida. Ao fim do governo Bolsonaro, o desemprego médio estava em 9,3%, uma melhora em relação aos piores anos da pandemia, mas ainda elevado – azar, puro azar. Sob Lula, a taxa caiu para 5,6% em 2025, o menor patamar histórico. A recuperação não é apenas estatística: significa famílias com mais renda e segurança, algo que não se via desde meados da década passada – sorte, pura sorte.
A inflação também passou a ser administrada com mais previsibilidade. Nos anos de Bolsonaro, o IPCA frequentemente superou a casa dos 6%, corroendo salários e alimentando instabilidade – azar, puro azar. Com Lula, em 2023 o índice fechou em 4,62% e em 2024 em 4,83%, ainda acima da meta, mas em trajetória de maior controle – sorte, pura sorte. A estabilidade de preços é um ativo essencial para que o país recupere sua credibilidade e reduza o custo de capital.

O mercado financeiro, historicamente cético em relação ao Partido dos Trabalhadores, sucumbiu aos fatos. O Ibovespa, em 2025, ultrapassou os 140 mil pontos, estabelecendo recordes de valorização “All Time High” – sorte, pura sorte. Enquanto no período Bolsonaro a Bolsa enfrentava volatilidade provocada por discursos e crises institucionais, no atual governo a previsibilidade institucional se converte em otimismo de mercado – azar, puro azar.
Mais relevante do que os indicadores, porém, é o pano de fundo político. Bolsonaro terminou o mandato em confronto direto com as instituições democráticas, flertando com rupturas que minaram a confiança internacional no país – tanto que por azar, acabou condenado por tentativa de golpe de Estado. Lula, ao contrário, governa em um ambiente de maior estabilidade, em que a disputa política se dá dentro das regras do jogo. É essa garantia democrática que dá solidez aos avanços econômicos: sem democracia, não há confiança; sem confiança, não há crescimento.
Se Bolsonaro legou ao país instabilidade econômica, gastos públicos imprevisíveis e pressão sobre as instituições, Lula está entregando crescimento, emprego em níveis recordes, inflação sob relativo controle e ambientes favoráveis à iniciativa privada. E tudo isso ocorrendo dentro de uma democracia que, até aqui, permanece firme.
Mas no fim das contas se tratou apenas de sorte. E aí já se vão 12 anos de governo Lula – sempre banhado em sorte. Já Bolsonaro, esse governou justamente os anos mais azarados da economia brasileira.
E Taquaritinga, anda com sorte? Não dá para ignorar números,– azar Bolsonaro, puro azar Taquaritinga…



