Por: Gabriel Bagliotti*
Não sei se todos sabem, mas já se passaram mais de 13 anos desde que me tornei oficialmente membro do Rotary Club de Taquaritinga. Para mim, no entanto, essa ligação é ainda mais profunda: pertenço a essa instituição desde o meu primeiro dia de vida. Isso porque, quando nasci, meus pais já eram rotarianos. Meu saudoso pai, Mario Bagliotti, dedicava parte de sua vida ao clube, enquanto minha mãe, Adriana Silvestre Bagliotti, atuava ativamente na Casa da Amizade. Cresci, portanto, respirando o ambiente rotário, aprendendo desde cedo que servir ao próximo não é apenas um lema, mas um modo de vida.
Se eu for ainda mais longe, recordo que a história da minha família com o Rotary começa antes mesmo dos meus pais. Meus avós maternos, David Silvestre e Berenice Borelli Silvestre, já faziam parte dessa caminhada, mantendo viva uma tradição de compromisso social, companheirismo e responsabilidade comunitária. Essa herança familiar, que passa de geração em geração, explica muito do sentimento que carrego hoje e do desejo de seguir honrando esse legado.
Foi há pouco mais de um ano, durante uma das nossas reuniões semanais, que senti um chamado no coração. Não era apenas a vontade de continuar servindo, mas o desejo de assumir uma responsabilidade maior: colocar meu nome à disposição para presidir o Rotary Club de Taquaritinga no ano rotário de 2028/2029. Fiz esse anúncio diante dos companheiros com a convicção de que estava dando um passo natural em minha trajetória rotária, mas também carregado de simbolismo pessoal.
Muitos podem se perguntar: por que apenas em 2028/2029? A resposta é simples, mas carregada de significado. Será exatamente nesse período que completaremos 30 anos desde que meus pais assumiram a presidência do clube. Tenho uma lembrança vívida daquele momento: eu e minha irmã, Isabela, ainda crianças, arrumados e perfilados, assistindo à posse de nosso pai. Foi ali, sem perceber, que comecei a compreender a grandeza do Rotary e a responsabilidade que essa função representa.
Ver minha irmã seguir esse mesmo caminho — hoje reconhecida e homenageada em nosso distrito — apenas reforça a certeza de que o Rotary não é apenas parte de nossa vida, mas um verdadeiro fio condutor que nos guia no servir. Agora, sinto que chegou a minha vez de contribuir de maneira ainda mais efetiva.
Assumir a presidência de um clube como o Rotary não é apenas ocupar um cargo; é carregar consigo a responsabilidade de conduzir uma história que já ultrapassa gerações. É entender que cada reunião, cada projeto e cada ação de solidariedade pode transformar vidas. Mais do que isso, é garantir que o lema “Dar de si, antes de pensar em si” continue sendo vivido e renovado, especialmente num mundo onde o individualismo insiste em se sobrepor ao coletivo.
Tenho a certeza de que não estarei sozinho nessa jornada. Nathalia, minha companheira de vida, estará ao meu lado, assim como sempre esteve em cada projeto, cada desafio e cada sonho. Juntos do nosso amado Joaquim, estaremos prontos para servir com dedicação, mantendo vivo o legado de minha família e, acima de tudo, honrando os valores que o Rotary representa para Taquaritinga e para o mundo.
Hoje, mais do que um plano, esse é o início de um projeto de vida. Um projeto que não é só meu, mas de todos aqueles que acreditam na força transformadora do Rotary. E, com fé, coragem e humildade, estarei preparado para dar o melhor de mim — não apenas em 2028/2029, mas em todos os dias que antecedem essa jornada. Porque servir não é esperar o futuro chegar, é agir no presente para que o futuro seja ainda melhor.



