Enquanto Covid-19 se mantém controlada, cidade registra mais de 2 mil casos positivos de dengue desde janeiro
A Secretaria Municipal de Saúde de Taquaritinga divulgou, nesta terça-feira (20), os boletins epidemiológicos atualizados sobre dengue e Covid-19. Os números, acumulados desde o início de 2025, revelam um cenário contrastante. De um lado, o controle efetivo da pandemia. Do outro, a expansão preocupante dos casos de dengue.
Segundo os dados oficiais, a Covid-19 já registrou 995 notificações em 2025. Desse total, 307 deram resultado positivo, 688 foram descartadas e apenas uma morte foi registrada. Atualmente, não há nenhum paciente internado ou em isolamento. Esses dados sugerem estabilidade, pois não há circulação ativa do vírus no município.
Contudo, a situação da dengue exige atenção redobrada. Desde janeiro, o município já notificou 3.582 casos suspeitos da doença. Desses, 2.392 foram confirmados por exames laboratoriais, enquanto 1.118 resultaram negativos. Há ainda 72 casos sob investigação. O número de internados chegou a três, e, até o momento, nenhum óbito foi registrado.
Por causa da intensa proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, a Vigilância Epidemiológica intensificou ações de combate nos bairros com maior incidência. A população, no entanto, precisa colaborar. O descarte correto de lixo, a limpeza de quintais e a eliminação de recipientes com água parada são medidas simples, mas eficazes.
A dengue é uma doença infecciosa viral, que provoca febre alta, dores no corpo e manchas na pele. Em casos graves, pode evoluir para hemorragias e levar à morte. A variante tipo 2 do vírus, predominante neste ano, apresenta sintomas mais intensos e rápido agravamento clínico.
Enquanto isso, a Covid-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, já não representa ameaça significativa para o sistema de saúde local. O avanço da vacinação, aliado às campanhas de conscientização, surtiu efeito positivo. Com isso, Taquaritinga conseguiu manter baixos os índices de internação e mortalidade em 2025.
Em suma, o cenário atual revela dois caminhos distintos. A pandemia de Covid-19 foi controlada, mas a epidemia de dengue ainda preocupa. Autoridades reforçam que o combate ao mosquito é contínuo e exige vigilância comunitária. A negligência, nesse caso, custa caro à saúde pública.
A Secretaria de Saúde orienta os moradores a permitirem o trabalho dos agentes de endemias. Além disso, recomenda o uso de repelentes, roupas de proteção e atenção imediata aos sintomas da doença. A prevenção continua sendo a melhor estratégia.





