sexta-feira, 1 maio, 2026

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Preocupação climática: Volume de chuvas em Taquaritinga fica abaixo da média nos primeiros cinco meses de 2025

Maio registrou apenas 5 milímetros, o menor índice pluviométrico do ano até agora

A cidade de Taquaritinga enfrenta um cenário de preocupação climática em 2025. Entre os meses de janeiro e maio, o volume de chuvas acumulado somou apenas 453 milímetros. O número está consideravelmente abaixo da média histórica esperada para o período, que é de 735 milímetros.

Ou seja, houve um déficit pluviométrico de exatos 282 milímetros. O registro acende um sinal de alerta, sobretudo para os setores agrícola e ambiental. Os dados foram fornecidos por Silas Oliveira, que acompanha a média histórica da precipitação na Cidade há diversos anos.

O mês de maio apresentou o pior desempenho hídrico do ano. Choveu apenas 5 milímetros em todo o mês. Por causa disso, a umidade do solo caiu, afetando diretamente plantações e reservas hídricas locais. A falta de chuvas também impacta a qualidade do ar, aumenta a incidência de queimadas e dificulta o abastecimento em comunidades rurais.

Contudo, o panorama para junho ainda inspira cautela. A expectativa da média histórica aponta para apenas 30 milímetros ao longo do mês. Embora seja um período naturalmente seco, a sequência de meses com baixa pluviosidade agrava o quadro.

De acordo com especialistas, o atraso das chuvas está ligado a fatores climáticos mais amplos, como o fim do fenômeno El Niño e a transição para padrões neutros. A variabilidade dos sistemas atmosféricos tem deixado muitas regiões do Sudeste brasileiro com precipitações abaixo do esperado.

Em suma, a escassez hídrica nos primeiros cinco meses do ano exige medidas preventivas. Agricultores devem redobrar os cuidados com o manejo do solo. Já a população, por sua vez, deve reforçar o uso consciente da água. Campanhas de conscientização e planos de contingência poderão ser necessários, caso o déficit se prolongue no segundo semestre.

A Prefeitura de Taquaritinga, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, monitora o cenário com atenção. Técnicos avaliam o impacto nas represas, nas lavouras e nas condições de abastecimento urbano.

Enquanto isso, órgãos meteorológicos continuam alertando para possíveis mudanças no clima. A recomendação é acompanhar os boletins oficiais e manter o planejamento hídrico atualizado. Em períodos como esse, informação e prevenção são os melhores aliados.