Em uma sociedade cada vez mais acelerada, talvez a maior homenagem deste domingo seja lembrar que ser pai exige tempo, cuidado, responsabilidade e exemplo
Neste domingo, 9 de agosto, comemoramos o Dia dos Pais. E, diante de tantas campanhas publicitárias, vitrines preparadas e sugestões de presentes, o jornal O Defensor acredita que vale a pena fazer uma reflexão simples: afinal, o que realmente significa ser pai?
Em nossa visão, a resposta está muito menos no que se compra e muito mais no que se oferece ao longo da vida.
Ser pai é presença.
É acompanhar. É orientar. É ensinar. É corrigir quando necessário. É proteger sem impedir que o filho aprenda a caminhar sozinho. É estar por perto não apenas nos momentos felizes, mas principalmente quando surgem as dificuldades.
Por isso, consideramos importante que o Dia dos Pais não seja reduzido apenas a uma data comercial.
Naturalmente, presentear alguém que amamos é uma demonstração de carinho. Não há problema algum nisso. O problema surge quando o presente passa a ocupar o espaço da presença.
E presença não pode ser comprada.
A paternidade é construída todos os dias. A história mostra que as homenagens aos pais atravessam séculos. Existem relatos de celebrações semelhantes há milhares de anos, ainda na antiga Babilônia. Mais tarde, diferentes culturas passaram a dedicar momentos específicos à figura paterna.
A comemoração moderna ganhou força nos Estados Unidos, no início do século XX, e chegou oficialmente ao Brasil em 1953, por iniciativa do jornalista e publicitário Sylvio Bhering.
Com o passar dos anos, o segundo domingo de agosto tornou-se uma tradição brasileira. Entretanto, mais importante do que conhecer a origem da data é compreender aquilo que ela representa hoje.
O Nossa Palavra de O Defensor reconhece que a própria ideia de paternidade mudou muito, e mudou para melhor. Durante décadas, criou-se a imagem do pai como alguém responsável principalmente pelo sustento financeiro da família. Trabalhar, colocar comida dentro de casa e garantir condições materiais eram vistos praticamente como sinônimos de cumprir o papel paterno.
Tudo isso continua sendo importante. Mas ser pai é muito mais!
É participar da criação dos filhos. É saber como foi o dia na escola. É conhecer os medos, os sonhos e as dificuldades. É brincar. É ouvir. É conversar. É saber dizer “não” quando necessário e, ao mesmo tempo, saber demonstrar carinho.
O exemplo continua sendo uma das maiores heranças
Sempre ouvimos que os filhos aprendem muito mais com aquilo que veem do que com aquilo que escutam.
E acredito profundamente nisso.
Podemos ensinar sobre respeito, honestidade, responsabilidade e caráter. Porém, se nossas atitudes não confirmarem nossas palavras, dificilmente o ensinamento terá o mesmo valor.
Por isso, talvez uma das maiores responsabilidades de um pai seja compreender que está sendo observado:
- Na maneira como trata as pessoas.
- Na forma como enfrenta uma dificuldade.
- Na maneira como reconhece um erro.
- No respeito dedicado à família.
- Na disposição para trabalhar e cumprir suas responsabilidades.
Neste Dia dos Pais, a reflexão do Jornal O Defensor é justamente essa: mais do que ser lembrados por aquilo que conseguimos dar aos nossos filhos, que possamos ser lembrados por aquilo que vivemos ao lado deles. Porque presentes acabam. O tempo não volta. Mas o exemplo, o carinho e as boas lembranças podem atravessar gerações. Feliz Dia dos Pais!




