terça-feira, 21 abril, 2026

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Nossa Palavra – A praça é do povo, a arte é de todos

O triunfo do Circuito Sesc em Taquaritinga

No último sábado, 4 de abril de 2026, Taquaritinga viveu um daqueles momentos que ficam gravados não apenas na memória fotográfica da cidade, mas no espírito coletivo de sua gente. A Praça Dr. Horácio Ramalho não foi apenas um ponto de passagem ou um local de descanso; ela se transformou em um imenso palco a céu aberto, um laboratório de criatividade e um ponto de encontro geracional graças ao Circuito Sesc de Artes. Centenas de pessoas — entre crianças de olhos maravilhados, jovens ávidos por novas batidas e adultos que redescobriram o prazer do lazer comunitário — ocuparam o espaço público, provando que a sede de cultura em nossa “Cidade Pérola” é tão viva quanto necessária.

O Jornal O Defensor, fiel à sua missão de acompanhar o pulsar de Taquaritinga há 43 anos, saúda esta iniciativa. O Circuito Sesc não traz apenas “entretenimento”; ele traz repertório. Ele retira a arte das galerias e dos grandes centros e a coloca no chão da praça, ao alcance de todos, democratizando o acesso ao belo, ao lúdico e ao reflexivo.

O que vimos no último sábado foi um mosaico de linguagens que conversaram entre si e com o público. O roteiro cultural foi impecável. Para os que buscam a história, o passeio “Taquaritinga a pé” ofereceu um mergulho nos patrimônios históricos e afetivos da nossa cidade, reforçando o sentimento de pertencimento. Na literatura, as “Histórias Que Abraçam” trouxeram a avosidade e o aconchego da palavra falada, enquanto as artes visuais permitiram que mãos infantis e adultas se sujassem de tinta e imaginação nas oficinas de “Poções Mágicas” e nos “Bonecos de Cabaça com Grafismos Guarani”.

A música, claro, foi o coração pulsante do evento. Da discotecagem contemporânea da DJ Mari Martins à energia contagiante da música cubana e salsa com o grupo Quimbará, a praça dançou em ritmos que cruzaram fronteiras. E o que dizer das artes cênicas? O teatro Lambe-lambe da Cia A Dita Cuja e as acrobacias aéreas dos Pernaltas da Trupe Baião de 2 elevaram o olhar do público para o céu, lembrando-nos de que a arte nos permite, sim, tirar os pés do chão.

Além da qualidade artística, o Circuito Sesc de Artes em Taquaritinga nos deixa uma lição sobre a função social da praça. Quando centenas de pessoas se reúnem de forma pacífica, alegre e organizada para consumir cultura, a cidade se torna mais segura, mais humana e mais vibrante. Ver famílias inteiras — avós com seus netos, casais de namorados, grupos de amigos — compartilhando o mesmo espaço sem barreiras financeiras ou sociais é a maior prova de que a cultura é o melhor cimento para a coesão social.

Este evento é também um recado para as nossas lideranças e para o comércio local. Uma praça viva gera movimento, gera consumo indireto e gera, acima de tudo, bem-estar. O sucesso do último sábado deve servir de incentivo para que mais parcerias entre o setor público, entidades como o Sesc e a iniciativa privada ocorram com frequência. Taquaritinga tem vocação para ser um polo cultural regional, e eventos deste porte apenas confirmam essa potência.

O Jornal O Defensor parabeniza todos os envolvidos na organização: do Sesc São Paulo às equipes municipais que garantiram a ordem e a limpeza do local. Mas, acima de tudo, parabenizamos o povo de Taquaritinga. A presença massiva foi o aplauso mais sincero que os artistas poderiam receber.

Que as luzes da Praça Dr. Horácio Ramalho, que brilharam intensamente entre as 16h e as 20h do dia 4, continuem iluminando a nossa mente para a importância de investirmos no imaterial. A arte não enche a barriga, mas alimenta a alma e abre os horizontes para um futuro onde a criatividade e o respeito mútuo sejam a base de nossa convivência. Que o Circuito Sesc de Artes volte sempre, pois Taquaritinga provou que sabe, como ninguém, fazer parte deste espetáculo.

Pela arte que transforma, pelo espaço que nos une e por uma Taquaritinga sempre pulsante.