sexta-feira, 17 abril, 2026

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Luto no esporte: Morre Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, aos 68 anos

Conhecido como “Mão Santa”, ex-jogador marcou gerações com recordes, cinco Olimpíadas e reconhecimento internacional que o colocou entre os maiores da história.

O esporte brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus nomes mais emblemáticos. O ex-jogador Oscar Schmidt, lenda do basquete nacional e conhecido mundialmente como “Mão Santa”, morreu aos 68 anos. A informação foi confirmada por sua assessoria. Segundo divulgado, Oscar chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), após apresentar um mal-estar, mas não resistiu.

Nos últimos anos, o ex-atleta enfrentava complicações de saúde decorrentes de um tumor cerebral, contra o qual lutou por cerca de 15 anos. Familiares já haviam informado recentemente que seu estado de saúde estava debilitado após uma cirurgia. No início de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu uma homenagem em nome do pai durante evento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Buda Mendes/Getty Images

A despedida ocorrerá de forma reservada, restrita à família, conforme comunicado oficial. Em nota, a assessoria destacou a coragem e a resiliência demonstradas por Oscar ao longo da batalha contra a doença, ressaltando também sua importância humana e esportiva.

Dentro das quadras, Oscar Schmidt construiu uma carreira histórica e se tornou sinônimo de excelência no basquete. Vestindo a tradicional camisa 14 da seleção brasileira, participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, feito raro no esporte mundial. Também se tornou o único atleta a superar a marca de 1.000 pontos em Olimpíadas, recorde que reforça sua dimensão competitiva.

Com a Seleção Brasileira, conquistou três campeonatos Sul-Americanos, além de um título Pan-Americano e a medalha de bronze no Mundial de 1978. Sua atuação ofensiva, marcada pela precisão nos arremessos e personalidade intensa, o transformou em referência para diferentes gerações.

Além do sucesso internacional, Oscar recebeu homenagens históricas. Foi incluído no Hall da Fama da Fiba e também no Hall da Fama da NBA, feito incomum para um atleta que nunca atuou na liga norte-americana. O reconhecimento simbolizou o impacto global de sua carreira e sua relevância para o crescimento do basquete fora dos Estados Unidos.

Ao longo da vida pública, Oscar também se destacou pelo carisma, franqueza e forte identificação com o torcedor brasileiro. Seu nome atravessou décadas e continuou presente no debate esportivo, em palestras, entrevistas e ações institucionais.

A morte de Oscar Schmidt encerra a trajetória de um dos maiores atletas da história do país. Seu legado, porém, permanece vivo nas estatísticas, nos títulos, nas memórias das quadras e na inspiração deixada para futuros jogadores.