sábado, 14 fevereiro, 2026

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Jogando Limpo: O mundo gira, o futebol gira mais ainda — e os latinos estão de volta à roda

Por: Rodrigo Panichelli*

Nos Estados Unidos, onde o hot dog divide espaço com a bola, a FIFA realiza sua nova criação: o Mundial de Clubes com cara e formato de Copa do Mundo. Um experimento milionário, bilionário aliás, com ares de espetáculo e cifras de tirar o fôlego. E para nossa alegria — e surpresa de alguns — o futebol latino não está só figurando. Está competindo.

Ainda estamos nos primeiros passos, nas primeiras partidas da fase de grupos, mas algo já salta aos olhos. Não só os brasileiros, mas os sul-americanos e até os mexicanos estão encarando de frente os clubes europeus. Não estão pedindo autógrafo nem trocando camisa antes do apito final. Estão jogando. Estão acreditando. E, às vezes, vencendo.

É verdade que os gigantes europeus não vieram em modo “Champions League”. Muitos estão em fim de temporada. Estão cansados. Com mais férias do que fôlego. Borussia Dortmund, Inter de Milão, Real Madrid, Manchester City… Todos imensos, mas não exatamente sedentos neste momento do calendário. Isso conta, claro. No futebol moderno, intensidade é quase tudo — e o desgaste, um inimigo cruel.

Mas isso não diminui o feito de quem encara sem medo. Porque, sejamos honestos: não faz muito tempo que víamos confrontos desses como duelos de gato e rato. E o rato, bem… nem sempre corria.

Agora, há algo diferente. Um novo fôlego. Talvez pela chance de mudar o patamar. Porque, neste Mundial, cada vitória vale uma bolada. Cada fase ultrapassada é um salto de orçamento. E isso, no futebol latino, pode transformar clubes, pagar salários atrasados, contratar reforços ou simplesmente dar paz para trabalhar.

É claro: muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte. A primeira rodada é só o trailer. O filme mesmo só termina em 13 de julho. Mas se continuar assim, já podemos dizer: os latinos estão vivos. Estão jogando. Estão mostrando que, mesmo sem tanto glamour, temos futebol. Temos alma. E temos orgulho.

Se será suficiente para levantar a “nova orelhuda” da FIFA? Ainda é cedo. Mas a esperança — e a bola — continuam rolando.

*Rodrigo Panichelli é colaborador de O Defensor.