Por: Rodrigo Panichelli*
Por mais que tentemos levar o futebol brasileiro a sério, ele insiste em nos lembrar que não há roteiro mais caótico e fascinante que o nosso próprio. Acredite: teremos rodada de meio de semana logo após a Data Fifa, com apenas seis jogos. Os outros quatro? Adiados. Afinal, envolvem os clubes brasileiros que disputarão a “Copa do Mundo da FIFA de Clubes”, que, pasmem, terá sua final no dia 13 de julho. E adivinha quando volta o Brasileirão? Dia 12 de julho.
Sim, você entendeu certo. Nem a CBF acredita que um time brasileiro possa chegar à final do tal Mundial. Organiza-se a competição como quem já joga a toalha.
Mas vamos ao que interessa. Com 11 rodadas de um total de 38, já se começa a desenhar o retrato típico do Brasileirão:
- Cavalos paraguaios bufando no começo.
- Favoritos acordando aos poucos.
- Times de meio de tabela sonhando com a Sul-Americana.
- E claro, os de sempre na fila do rebaixamento.
E se a análise for apenas dos paulistas, temos um bom resumo do caos controlado que virou o nosso campeonato.
- O Palmeiras segue sendo o relógio suíço da Série A. Regular, competitivo e sempre com pinta de campeão.
- O Mirassol, orgulho emergente do interior, ameaça morder uma vaguinha na Sula. Pode?
- O São Paulo? Vive nas copas, mas no Brasileirão é o aluno que faz corpo mole o ano inteiro e tenta gabaritar no final pra passar.
- O Corinthians parece aquele tiozão no churrasco que você nunca sabe se vai contar piada boa ou causar vergonha alheia.
- O Santos? Ainda flerta com o perigo da Série B, como se não tivesse aprendido nada com o trauma recente.
- E o Bragantino… Ah, o Braga. O time que em 1991 quase foi campeão e que hoje nos deixa na dúvida: será cavalo paraguaio ou candidato ao título? Por enquanto, briga firme.
A janela de transferências está aí, prometendo sacudir o campeonato com nomes de peso, e outros nem tanto assim. Porque no Brasileirão, a única certeza é a imprevisibilidade.
Por enquanto, seguimos no suco. Mas aquele suco 100% brasileiro: espremido na hora, meio ácido, cheio de bagaço e sempre servido no copo americano da emoção.



