Por: Rodrigo Panichelli*
Reta final de Campeonato Brasileiro é sempre emoção. Mas a de 2025 parece escrita por roteirista de cinema. Flamengo e Palmeiras disputam o título como dois gigantes acostumados ao papel principal. Jogo a jogo, ponto a ponto, quase como se um espiasse o outro pela porta entreaberta do vestiário. E o Cruzeiro… bom, o Cruzeiro corre por fora. Menos elenco, mais intensidade. Menos holofote, mais vontade. Talvez não baste para o troféu, mas basta para devolver o orgulho de um gigante que já caiu, levantou e aprendeu a caminhar de novo.
Na outra ponta da tabela, a dor. Santos e Internacional flertam perigosamente com o rebaixamento. O Colorado vive sua pior temporada em décadas e parece não encontrar nem rumo, nem bússola. Já o Santos, ainda que tecnicamente limitado, ao menos corre. Luta. Respira. Dá sinais de vida. Pode escapar — mas a tendência matemática e emocional aponta que, um gigante pode voltar a cair. E cair dói. Sempre.
No meio desse caos controlado, surge a disputa pelas vagas continentais. O antigo G6 virou quase um G8, o que abre portas… e também distorce merecimentos. Ano que vem, teremos clubes na Libertadores que, sinceramente, jogaram muito menos do que exige a grandeza do torneio. Mas esse é o Brasileirão: democrático, imprevisível e, às vezes, generoso demais com quem não mereceu tanto.
Faltam poucas rodadas — e sobra emoção. No campo, no bar, no sofá e no coração de cada torcedor que aprendeu a amar sofrendo.



