quinta-feira, 17 setembro, 2026
spot_img

spot_img

TOP 5 DESTA SEMANA

Notícias Relacionadas

Economia: Exportações da região de Araraquara aos Estados Unidos recuam 16,5% e novos mercados ganham espaço

Vendas externas somaram US$ 1,64 bilhão até agosto; Rússia, Índia e Uruguai ampliaram compras enquanto saldo comercial regional caiu para cerca de US$ 600 milhões

As exportações da região de Araraquara somaram US$ 1,64 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, resultado 7,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. O recuo foi acompanhado por uma redução de 16,5% nas vendas para os Estados Unidos, principal destino dos produtos regionais, enquanto outros mercados, como Rússia, Índia e Uruguai, aumentaram significativamente suas compras.

Apesar da queda, os Estados Unidos ainda concentram 36,3% das exportações da regional, mantendo-se como um mercado de peso e de difícil substituição. Segundo avaliação do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior do Ciesp, mudanças no cenário tarifário internacional estão entre os fatores que podem estimular empresas a procurar novos compradores.

A diversificação aparece nos números. As exportações para a Índia cresceram 42,1%, enquanto a Rússia registrou avanço de 139,2% e o Uruguai, de 199,2%. A República Tcheca também ganhou espaço, alcançando US$ 158,2 milhões em compras, após não registrar participação no mesmo intervalo de 2025.

Para Bruno Franco Naddeo, diretor titular do Ciesp Araraquara, esse movimento pode estar relacionado à procura das empresas por novos mercados. Índia e Uruguai, por exemplo, mantêm relações comerciais com o Brasil amparadas por mecanismos de preferências tarifárias.

Entre os segmentos mais afetados, as exportações de preparações de produtos hortícolas caíram 47,6%, enquanto açúcares e produtos de confeitaria apresentaram retração de 20%. Conforme as informações do Ciesp, esses grupos estão entre os produtos sujeitos a sobretaxas norte-americanas, de 37,5% e 25%, respectivamente.

Na direção oposta, as importações cresceram 10,6%, atingindo US$ 1,04 bilhão até agosto. Portugal, Áustria e França aparecem entre os países que ampliaram as vendas para a região.

A combinação entre menos exportações e mais importações reduziu o saldo comercial regional. O superávit, que estava próximo de US$ 834 milhões nos oito primeiros meses de 2025, caiu para aproximadamente US$ 600 milhões em 2026.

Os dados apontam, portanto, para uma mudança na composição do comércio exterior da região: embora os Estados Unidos continuem como principal destino, novos mercados vêm ampliando participação em um período marcado por maior pressão tarifária e retração das vendas externas.