Projeto cultural oferecerá aulas de atabaque com conteúdos práticos e teóricos sobre musicalidade africana, história e fundamentos rítmicos
O Ponto de Cultura Terreiro de Umbanda Caboclo Pena Azul, em Taquaritinga, anunciou a abertura das inscrições para a Oficina de Ritmos Africanos, iniciativa que integra as ações do Projeto Oró Imó e busca ampliar o acesso da comunidade ao conhecimento musical e cultural de matriz africana. A atividade será voltada ao ensino de toques de atabaque, fundamentos rítmicos, teoria musical e aspectos históricos ligados à tradição afro-brasileira.
As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 21 de maio e 3 de junho, por meio de formulário disponibilizado no perfil oficial do terreiro na rede social Instagram. Segundo os organizadores, as vagas são limitadas a apenas 12 participantes, o que deve tornar o processo seletivo concorrido entre interessados em música, cultura popular e religiosidade afro-brasileira.
A oficina será ministrada pelo professor e tabaqueiro Flavio H. de Oliveira, profissional ligado à prática dos ritmos tradicionais e ao ensino da musicalidade afro-brasileira. As aulas ocorrerão na sede do TUC Pena Azul, localizada na Rua José Joaquim Esteves, nº 61, no distrito de Tatavasso. O início das atividades está previsto para o dia 6 de junho de 2026.
De acordo com as informações divulgadas pela organização, o curso será dividido em quatro módulos, totalizando oito aulas com duração de uma hora e meia cada. O conteúdo programático inclui prática instrumental, estudo de diferentes toques africanos, conceitos de ritmo e harmonia, além de reflexões sobre a origem e a importância cultural dos instrumentos percussivos dentro das tradições afro-brasileiras.
A iniciativa também reforça o papel dos pontos de cultura como espaços de preservação da memória e valorização das expressões culturais populares. Em muitas comunidades, os terreiros exercem funções que vão além da religiosidade, atuando como locais de formação artística, promoção da diversidade cultural e fortalecimento de identidades históricas frequentemente invisibilizadas.
Os organizadores destacam que a proposta da oficina é oferecer conhecimento acessível tanto para iniciantes quanto para pessoas que já possuem alguma experiência musical. A intenção é criar um ambiente de troca cultural e aprendizado coletivo, valorizando os ritmos africanos como patrimônio cultural e elemento fundamental na construção da música brasileira.
Além do aspecto artístico, projetos dessa natureza também colaboram para ampliar o debate sobre respeito à diversidade religiosa e cultural. A valorização das manifestações afro-brasileiras tem ganhado maior espaço em ações culturais e educacionais nos últimos anos, especialmente em iniciativas voltadas à formação comunitária e ao combate ao preconceito religioso.
Com vagas reduzidas e conteúdo especializado, a expectativa da organização é de que a oficina contribua para despertar o interesse da população pela riqueza dos ritmos africanos e sua influência na cultura nacional. O projeto reafirma ainda a importância da preservação das tradições musicais transmitidas ao longo de gerações dentro das comunidades afro-brasileiras.



